Ministra da Administração Interna pede abertura de inquérito à morte de agente Fábio Guerra

Agência Lusa , PF
23 mar, 07:47
Francisca Van Dunem

O agente, de 26 anos, morreu na segunda-feira, no Hospital de São José, em Lisboa, devido às “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo

A ministra da Administração Interna determinou a abertura de um inquérito para apurar os factos relativos à morte do agente Fábio Guerra e a criação de um Programa Especial de Policiamento de Proximidade visando as zonas de diversão noturna.

O ministério de Francisca Van Dunem refere esta quarta-feira em comunicado que pediu, na segunda-feira, à Direção Nacional da PSP a abertura de um inquérito para “apurar os factos relativos ao falecimento do agente Fábio Guerra, com vista à decisão sobre a atribuição de compensação especial por morte aos herdeiros”.

Francisca Van Dunem determinou igualmente a criação de um Programa Especial de Policiamento de Proximidade – denominado Programa Fábio Guerra –, que visa a promoção da segurança e paz e prevenção da criminalidade nas zonas de diversão noturna.

A ministra pede ainda a condecoração, a título póstumo, do agente Fábio Guerra com a Medalha de Serviços Distintos de Segurança Pública.

No despacho, Francisca Van Dunem salienta “que o agente Fábio Guerra acabou por falecer na sequência de um ato de generosidade, ao tentar restaurar a paz pública e revelando um superior sentido de missão, merecendo por esse motivo o devido reconhecimento público espelhado, nomeadamente, nestas três ações”.

O agente Fábio Guerra, de 26 anos, morreu na segunda-feira, no Hospital de São José, em Lisboa, devido às “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve na noite de segunda-feira três homens, de 24, 22 e 21 anos, suspeitos do homicídio do agente da PSP e agressões a outros quatro, na madrugada de sábado junto à discoteca MOME, em Lisboa.

Um dos suspeitos no envolvimento nas agressões, civil, foi terça-feira libertado após ser interrogado pelo Ministério Público, devendo os restantes dois detidos, fuzileiros da Armada, ser interrogados esta quarta-feira por um juiz de instrução criminal.

Os dois fuzileiros são suspeitos do homicídio do agente e de agressões a outros quatro polícias, na madrugada de sábado, encontrando-se detidos na prisão militar de Tomar.

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