Dois polícias estão gravemente feridos. Macron diz que não há dúvidas de que se tratou de um ato terrorista
Pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas na cidade de Mulhouse, no este de França, durante uma manifestação de apoio à República Democrática do Congo, que enfrenta uma ofensiva, no leste, do movimento armado M23, apoiado pelo Ruanda. Informações posteriores da procuradoria local apontam que a vítima mortal é um cidadão português de 69 anos.
Entre os cinco feridos daquilo que já está a ser investigado como um ataque terrorista estão dois polícias em estado grave, confirmou a agência AFP.
O suspeito, um homem de 37 anos, estava sinalizado por risco de “terrorismo”, tendo utilizado uma faca para o ataque deste sábado. O jornal Le Figaro refere que se ouviram gritos de "Allahu Akbar [Deus é Grande]" durante o ataque.
As autoridades confirmaram que o autor do ataque figura no “ficheiro de tratamento de alertas para a prevenção da radicalização de caráter terrorista”.
“O terror golpeou a nossa cidade”, lamentou a autarca, Michèle Lutz, através do Facebook, numa publicação em que admitiu que “um motivo terrorista é a hipótese mais forte”.
Também o presidente francês, Emmanuel Macron, referiu esse cenário: "Não há dúvidas de que foi um ato terrorista islâmico".
Um dos polícias feridos foi esfaqueado na carótida, enquanto o outro recebeu golpes no tórax. Os outros três feridos também são polícias, mas não apresentam lesões graves.
O ministro do Interior, Bruno Retailleau, é esperado no local ainda este sábado. Foi montado um perímetro de segurança e as autoridades já estão a investigar o que se passou.
De acordo com fontes sindicais que falaram à AFP, o homem, nascido na Argélia, encontra-se detido, tendo já sido emitida uma ordem para deportação do território francês.
