Participação eleitoral mais elevada em 43 anos. França com 26,63% de afluência às urnas até às 12h

Agência Lusa , JAV
7 jul, 11:48
Eleições França (Lusa/EPA)

Na primeira volta, foram apenas eleitos 76 dos 577 deputados da Assembleia Nacional. Grande dúvida na segunda volta disputada este domingo é se o partido de extrema-direita (RN) de Le Pen e Bardella consegue conquistar a maioria absoluta no parlamento

A taxa de participação na segunda volta das eleições legislativas em França situava-se às 12:00 locais (11:00 em Lisboa) nos 26,63%, acima dos 25,9% registados à mesma hora na primeira volta, anunciou este domingo o Ministério do Interior.

Este valor é o mais elevado para umas eleições legislativas desde 1981 (28,3%), quando a esquerda chegou ao poder.

Na primeira volta, a 30 de junho, o Reagrupamento Nacional (RN, sigla em francês), partido de extrema-direita de Marine Le Pen e Jordan Bardella, conseguiu vencer pela primeira vez as eleições legislativas, ao obter 33,1% dos votos e quase duplicar o seu apoio desde que a França elegeu a sua Assembleia Nacional pela última vez, em 2022.

Seguiu-se a aliança de esquerda Nova Frente Popular (que junta socialistas, ecologistas e comunistas e que é liderada pela França Insubmissa - LFI - partido de esquerda radical de Jean-Luc Mélenchon), com 28%.

Já o Ensemble (Juntos), agrupamento centrista e liberal encabeçado pelo Renascimento, do presidente Emmanuel Macron, obteve 20% dos votos.

Na primeira volta, foram apenas eleitos 76 dos 577 deputados da Assembleia Nacional. No rescaldo da votação, mais de 200 candidatos da NFP e da coligação de Macron desistiram nos seus respetivos círculos eleitorais para bipolaizar as eleições e assim tentar impedir a vitória da extrema-direita.

A grande questão nesta segunda volta é se o RN de Le Pen e Bardella, o candidato a primeiro-ministro, conseguem conquistar a maioria absoluta dos votos no parlamento para serem mandatados a formar governo.

Quase 50 milhões de eleitores são chamados a participar nestas legislativas, que Macron antecipou ao dissolver a Assembleia Nacional no rescaldo da sua dura derrota nas eleições europeias de junho. A ida às urnas acontece quando faltam cerca de três anos para as presidenciais francesas de 2027, às quais Le Pen pretende candidatar-se.

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