Clube parisiense acusa o organismo de não ter tido em conta as recomendações médicas dadas antes do duelo frente à Ucrânia
Estalou o verniz entre o PSG e a Federação Francesa de Futebol (FFF). Depois de confirmadas as lesões de Doué e Dembélé no último jogo contra a Ucrânia (2-0), o PSG emitiu este domingo um comunicado onde pede, com urgência, um «novo protocolo de coordenação médico-desportiva entre clubes e seleção nacional».
O clube parisiense referiu ainda que entregou à FFF antes do estágio da seleção francesa, informações sobre o risco de lesão dos dois jogadores, algo alegadamente ignorado pelo organismo.
«O clube lamenta que essas recomendações médicas não tenham sido tidas em conta pela equipa médica da seleção, bem como a total ausência de solicitação e concertação com os seus próprios departamentos médico», pode ler-se no comunicado.
De recordar, os dois jogadores do PSG lesionaram-se com gravidade no jogo frente à Ucrânia. Dembélé sofreu uma lesão no tendão da coxa direita e vai estar afastado por seis semanas, já Doué vai estar de fora durante quatro semanas devido a uma lesão no gémeo direito.
Leia aqui o comunicado na íntegra:
«Após a confirmação das lesões dos seus jogadores convocados para a Seleção Francesa, Ousmane Dembélé e Désiré Doué – com consequências desportivas importantes tanto para os atletas como para o clube –, o Paris Saint-Germain enviou uma carta à Federação Francesa de Futebol apelando, com urgência, à criação de um novo protocolo de coordenação médico-desportiva entre clubes e seleção nacional, mais transparente e colaborativo, que coloque a saúde dos jogadores e o respetivo acompanhamento médico como prioridade absoluta.
O Paris Saint-Germain, que acompanha clinicamente os seus jogadores ao longo de toda a época e dispõe de informações precisas e detalhadas, tinha transmitido à Federação elementos médicos concretos, ainda antes do início do estágio da Seleção Francesa, sobre a carga de trabalho suportável e os riscos de lesão dos seus atletas. O clube lamenta que essas recomendações médicas não tenham sido tidas em conta pela equipa médica da seleção, bem como a total ausência de solicitação e concertação com os seus próprios departamentos médico.
O Paris Saint-Germain, que faz questão de reafirmar o seu compromisso com a missão federativa e com a Seleção Francesa – cujo prestígio considera um objetivo plenamente partilhado –, espera que estes acontecimentos lamentáveis abram caminho à criação de um novo quadro formal de coordenação médica, garantindo trocas de informação sistemáticas, documentadas e recíprocas entre as equipas médicas dos clubes e da seleção, bem como o respeito por um princípio de precaução reforçado na convocatória e utilização dos jogadores, nomeadamente quando estes apresentam uma patologia em tratamento.
Os factos recentemente ocorridos, graves e evitáveis, devem dar lugar a medidas corretivas rápidas e imediatas. O clube declara-se disponível para contribuir ativamente neste trabalho coletivo, no interesse dos jogadores e de todo o futebol profissional.»
