O foco já é "fazer tudo para proteger" Bordéus. "Fogo excecionalmente grande" já obrigou a retirar 110 mil pessoas

24 jul, 20:11
Fogo na zona de Bordéus (Maximilien Lamy/AFP via Getty Images)
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Autoridades admitem uma situação sem precedentes e o governo vai reunir-se de emergência

Nas margens do rio Garonne em pleno centro de Bordéus já ninguém consegue passar alheio. Tudo à volta são chamas e fumo, mas uma das maiores cidades de França ainda está a salvo.

Novas evacuações fizeram subir o número de pessoas retiradas para 110 mil, com o fogo a continuar a lavrar depois de já ter consumido 14 mil hectares.

Uma situação que forçou o primeiro-ministro de França a convocar o gabinete de crise para a noite desta sexta-feira, com a situação em Bordéus, a nona cidade mais populosa do país, a ser o principal foco de atenção.

Os ministros do Interior, das Forças Armadas, da Saúde, dos Transportes e do Ambiente foram convocados, de acordo com o gabinete de Sébastien Lecornu.

“Esta é uma situação sem precedentes, muito pior do que a que experienciámos em 2022”, avisou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, em declarações à TF1.

E a situação deve piorar antes de melhorar, até porque nas próximas horas se esperam trovoadas secas acompanhadas de ventos a rondar os 80 quilómetros por hora, o que pode tornar as chamas ainda mais incontroláveis.

Várias localidades da área metropolitana de Bordéus já foram evacuadas, mas a preocupação pode estar a montante. “O fogo está a dirigir-se para Bordéus. Vamos fazer tudo para proteger [a cidade]”, garantiu Laurent Nuñez.

As autoridades pedem a toda a população que siga as recomendações e evite circular em zonas de perigo, até porque o que está em curso é um “fogo excecionalmente grande”.

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