Autoridades admitem uma situação sem precedentes e o governo vai reunir-se de emergência
Nas margens do rio Garonne em pleno centro de Bordéus já ninguém consegue passar alheio. Tudo à volta são chamas e fumo, mas uma das maiores cidades de França ainda está a salvo.
Novas evacuações fizeram subir o número de pessoas retiradas para 110 mil, com o fogo a continuar a lavrar depois de já ter consumido 14 mil hectares.
Uma situação que forçou o primeiro-ministro de França a convocar o gabinete de crise para a noite desta sexta-feira, com a situação em Bordéus, a nona cidade mais populosa do país, a ser o principal foco de atenção.
Os ministros do Interior, das Forças Armadas, da Saúde, dos Transportes e do Ambiente foram convocados, de acordo com o gabinete de Sébastien Lecornu.
“Esta é uma situação sem precedentes, muito pior do que a que experienciámos em 2022”, avisou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, em declarações à TF1.
🔥 19 000 hectares
— Association Prévention & Signalement Feux De Forêt (@asso_psfdf) July 24, 2026
C'est la surface déjà parcourue par l'incendie en cours en Gironde
Un chiffre vertigineux, qui témoigne d'une situation totalement hors normes et qui exige la plus grande vigilance de chacun
⚠️ Si vous vous trouvez à proximité de l'incendie, suivez… pic.twitter.com/VFu5897Kn5
E a situação deve piorar antes de melhorar, até porque nas próximas horas se esperam trovoadas secas acompanhadas de ventos a rondar os 80 quilómetros por hora, o que pode tornar as chamas ainda mais incontroláveis.
Várias localidades da área metropolitana de Bordéus já foram evacuadas, mas a preocupação pode estar a montante. “O fogo está a dirigir-se para Bordéus. Vamos fazer tudo para proteger [a cidade]”, garantiu Laurent Nuñez.
As autoridades pedem a toda a população que siga as recomendações e evite circular em zonas de perigo, até porque o que está em curso é um “fogo excecionalmente grande”.
