O cerco a Macron

21 jun, 00:03

Crónica da noite eleitoral em França. Macron, o Presidente minoritário

E no final de mais um ato na interminável peça política francesa, perdida a super maioria, depois do desgaste do Eliseu pelas crises que vieram e por aquelas que estão para vir, Emmanuel Macron, confiado para um segundo mandato, perde a confiança absoluta dos eleitores. 

É a consolidação do cerco ao Presidente: pela esquerda, agregada em todas as suas expressões sob o desígnio de uma nova união, falha o objectivo da coabitação e da chefia de um novo Governo, mas acaba potenciada em deputados, prontos para o bloqueio ao absolutismo presidencial; pela direita, fragmentada, entre os herdeiros do gaulismo desinteressados em compor maiorias de conveniência à maioria relativa, e a extrema novamente reforçada por resultados históricos. 


Ao fim de anos de um avanço político que engoliu o centro, indiferente à subida dos extremos, agora sim, França olha-se ao espelho na exata representação dos seus vários rostos. 

Macron, Presidente minoritário com ambições reformistas, enfrenta agora tempos de bloqueios anunciados. Tudo inédito num país em território incerto.

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