Duarte Gomes revela denúncia de árbitro com «informações muito relevantes»

1 jul, 13:12
Conferência de imprensa do CA da FPF (MIGUEL A. LOPES/LUSA)
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Foi este o motivo para a demissão do antigo Diretor Técnico de Arbitragem da FPF

Duarte Gomes, a personagem principal de uma nova polémica que assolou o futebol português esta quarta-feira, esclareceu a sua posição publicamente em comunicado divulgado no Facebook.

O Ministério Público investiga os «motivos alegados» para a demissão do antigo Diretor Técnico de Arbitragem que, segundo a imprensa nacional, está relacionada com alegada ingerência na nomeação de árbitros. 

Contactado pelo Maisfutebol, Duarte Gomes não prestou comentários. Através do Facebook, o antigo árbitro esclarece que nunca tornou públicos «nomes, factos concretos ou circunstâncias específicas relacionadas com esta matéria.»

Em causa, explica Gomes, uma denúncia de um árbitro profissional que continha «um conjunto de informações, que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram-me preocupações institucionais muito relevantes». 

«Perante esse conhecimento, entendi ser meu dever institucional proceder às diligências que considerei adequadas e que foram conduzidas com reserva, neutralidade e transparência», continuou. 

Perante isso, Duarte Gomes concluiu que «não era possível restaurar o grau de confiança institucional» ao seu cargo, devido a uma incompatibilidade com os seus «princípios e valores».

Eis o comunicado na íntegra:

«Na sequência de notícias hoje tornadas públicas a propósito da minha demissão das funções de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, entendo ser meu dever prestar os seguintes esclarecimentos:

1. No final da época passada, um árbitro de futebol profissional partilhou comigo um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram-me preocupações institucionais muito relevantes.

2. Perante esse conhecimento, entendi ser meu dever institucional proceder às diligências que considerei adequadas e que foram conduzidas com reserva, neutralidade e transparência.

3. O objetivo dessa iniciativa foi esclarecer internamente toda a situação e aferir se se encontravam reunidas as condições de tranquilidade indispensáveis ao normal exercício das minhas funções.

4. Após o decurso dessas diligências, concluí que não era possível restaurar o grau de confiança institucional que considerava essencial ao desempenho do meu cargo.

5. Por essa razão e entendendo que a minha continuidade em funções seria incompatível com os princípios e valores que sempre pautaram a minha vida, tomei a decisão de me demitir.

6. A formalização dessa decisão e dos respetivos fundamentos, foi efetuada em circuito restrito e exclusivamente institucional, de forma reservada, através de correio eletrónico dirigido ao Sr. Presidente do Conselho de Arbitragem, com conhecimento aos restantes membros daquele órgão.

7. Em nenhum momento coloquei em causa a honra, o bom nome ou a reputação de qualquer pessoa, instituição ou membro dos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Futebol ou do Conselho de Arbitragem.

8. Nunca tornei públicos nomes, factos concretos ou circunstâncias específicas relacionadas com esta matéria.

9 - Se for esse o caso, estarei totalmente disponível para prestar todos os esclarecimentos adicionais que me forem solicitados pelas entidades competentes, relativamente aos factos de que tomei conhecimento e aos motivos que determinaram a minha renúncia.»

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