Fábrica de iPhones na China aumenta bónus para evitar fuga de funcionários devido a surto de covid-19

Agência Lusa , AM
1 nov, 09:25
Foxconn (Associated Press)

Administrada pelo grupo taiwanês Foxconn, fábrica emprega mais de 200 mil pessoas. No fim de semana, centenas de pessoas fugiram do local depois de um surto de covid nas instalações

A maior fábrica de iPhones do mundo, situada no centro da China, prometeu quadruplicar o bónus dos funcionários que permaneçam nas instalações, após centenas de trabalhadores terem escapado, devido a um surto de covid-19.

A fábrica, administrada pelo grupo taiwanês Foxconn, emprega mais de 200 mil pessoas. Um surto de covid-19, detetado em meados de outubro, resultou no bloqueio das instalações.

Trabalhadores da Foxconn citados pela imprensa reclamaram da má qualidade dos alimentos e da falta de assistência médica para quem testou positivo. A empresa negou rumores de que 20.000 pessoas na fábrica tenham sido infetadas pela covid-19, mas não detalhou um número.

Vídeos difundidos nas redes sociais chinesas este fim de semana mostram centenas de funcionários da Foxconn a saltar vedações e a caminhar ao longo da berma de uma estrada, carregados com malas e outros pertences.

A empresa anunciou esta terça-feira, através da sua conta oficial na rede social chinesa WeChat, que pagaria um bónus diário de 400 yuans (cerca de 55 euros) por dia de trabalho - quatro vezes o valor habitual.

O pessoal também vai receber um bónus adicional caso permaneçam na fábrica por pelo menos 15 dias em novembro e um bónus de até 15.000 yuans (2.075 euros), caso permaneçam nas instalações durante todo o mês.

A Foxconn, cuja fábrica em Zhengzhou é a que mais produz iPhones no mundo para o grupo norte-americano Apple, disse estar a enfrentar uma "longa batalha" contra o surto de covid-19, mas não especificou o número de funcionários que estão sob confinamento.

A empresa garantiu estar a “cooperar com o governo para organizar pessoal e veículos” e permitir que os funcionários saiam se assim o desejarem.

As autoridades locais pediram aos funcionários em fuga que se registem à chegada e, em seguida, façam uma quarentena de vários dias em casa.

A China registou mais de 2.000 novos casos de covid-19, nas últimas 24 horas, pelo segundo dia consecutivo.

A altamente contagiosa, a variante Ómicron do novo coronavírus obrigou as autoridades chinesas à imposição de medidas de confinamento cada vez mais extremas e frequentes, para salvaguardar a estratégia de ‘zero casos’, assumida como um triunfo político pelo secretário-geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping.

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