Longe de uma única direção. A evolução de Harry Styles, o David Bowie de uma nova geração

30 jul, 15:00
Uma tentativa falhada num concurso de talentos não fazia prever que, há 12 anos, iria nascer uma das estrelas musicais mais mediáticas da última década. Com o trampolim de One Direction, uma das boyband com mais sucesso de sempre - e apadrinhado por Simon Cowell -, Harry Styles soube encontrar o seu espaço e mostrar que está longe de uma única direção: além da música, e conta já com três álbuns editados em cinco anos, marca presença na televisão e no cinema - tendo entrado em Dunkirk, de Christopher Nolan, e em breve irá protagonizar My Policeman e Don't Worry Darling, mas também já apresentou o Saturday Night Live -, tem uma linha de cosmética, a Pleasing, e assume-se como ativista pelos direitos humanos, sendo comum fazer das suas canções odes à aceitação, com roupas e acessórios que coloca à venda e cujo valor é doado a associações LGBTQ+ e anti-racismo, por exemplo. Harry Styles é, por várias vezes, apelidado de David Bowie de uma nova geração, seja pela sonoridade das suas músicas ou pelas roupas que veste e que quebram quaisquer barreiras binárias da moda - e que têm inspirado outros artistas e até casas de moda, sendo um dos rostos da Gucci, que tem apostado em criações mais arrojadas nas campanhas protagonizadas pelo artista. A sua música, a sua forma de ser e estar e as suas escolhas de roupa inspiraram a criação de uma aula na História Digital da Texas State University. O cantor britânico de 28 anos atua este domingo na Altice Arena, em Lisboa, naquele que é o seu primeiro concerto em nome próprio em Portugal, um espetáculo anunciado ainda em 2020 e que foi adiado por duas vezes à boleia da pandemia.

Música

Mais Música

Patrocinados