Quer trabalhar numa economia mais sustentável? Estas são as 24 profissões chave

21 jan, 22:00
Lar de idosos

Um estudo do Fórum Económico Mundial em conjunto com a consultora Accenture identificou 24 profissões chave para o desenvolvimento de uma economia mais inclusiva e sustentável. Divididos entre empregos de âmbito social e verde, algumas das áreas mais críticas passam pela agricultura, saúde, ensino e engenharia

O Fórum Económico Mundial (FEM) e a consultora Accenture, identificaram 24 profissões chave para o desenvolvimento de uma economia sustentável. No estudo “Empregos de amanhã: empregos sociais e verdes para a construção de economias inclusivas e sustentáveis”, são lançadas as bases para aquilo que as entidades consideram ser “um capitalismo moderno e inclusivo” na luta contra as alterações climáticas.

O objetivo do estudo passa por identificar a falta de profissionais em áreas concretas do mercado laboral, de modo a alterar esta realidade até 2030. O documento surge no âmbito de um dos debates do Fórum em Davos, na Suíça, centrado na necessidade de reinventar o capitalismo, de modo a ser mais sustentável e inclusivo face à quarta revolução industrial. Por outro lado, esta revolução também é necessária tendo em conta o envelhecimento geral da população, destaca o documento.

Entre as áreas mais carenciadas, o estudo identificou falta de pessoal, sobretudo, no setor da saúde e educação, no que toca a gestores de serviços profissionais, agricultores e engenheiros. No entanto, estas necessidades variam consoante o país em causa.

O documento divide as áreas com maior necessidade de pessoal em dois grupos, o setor 'social' e 'verde'. E analisou dez países: Austrália, Brasil, China, Alemanha, Índia, Japão, África do Sul, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Os países foram depois comparados com outros quatro - Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia – visto serem os países com o melhor desempenho a nível de mobilidade social e transição energética, segundo indicadores do Fórum.

As 24 profissões chave do futuro

De âmbito social:

  1. Profissionais dos cuidados pessoais em unidades de saúde;
  2. Funcionários de creches, auxiliares de professor e educadores de infância;
  3. Professores do ensino básico e secundário;
  4. Profissionais do setor de enfermagem e obstetrícia;
  5. Outros profissionais de saúde e relacionados;
  6. Profissionais de assistência social e psicoterapia;
  7. Professores do ensino superior;
  8. Outros profissionais do ensino;
  9. Gestores de serviços profissionais;
  10. Médicos;
  11. Técnicos de medicina e farmacêutica;
  12. Professores de educação profissional;

De âmbito 'verde':

  1. Trabalhadores da indústria agrícola, silvicultura e pesqueira;
  2. Consultores e técnicos da indústria agrícola e silvicultura;
  3. Gestores de produção da indústria agrícola, silvicultura e pesqueira;
  4. Trabalhadores do lixo;
  5. Trabalhadores no setor da construção ambiental e outros profissionais relacionados;
  6. Engenheiros ambientais, civis e químicos;
  7. Profissionais da proteção ambiental;
  8. Urbanistas e gestores de tráfego;
  9. Profissionais no setor da regulação ambiental governamental e relacionados;
  10. Mineiros, pedreiros e gestores de mineração;
  11. Profissionais das ciências naturais e física;
  12. Arquitetos paisagistas;

Assimetrias nos setores

No conjunto dos 10 países analisados o emprego de âmbito 'social' representa 11% do total da força de trabalho, sendo que este grupo deverá acrescentar mais 64 milhões de empregos nesta área, ou um aumento de 37%, face aos números atuais.

Ainda assim, a falta de profissionais é mais expressiva no setor da saúde, que necessita de 33 milhões de postos adicionais, sendo que em segundo lugar encontramos o setor da educação, com necessidades de 21 milhões de pessoas extra, além da assistência social com necessidades na ordem dos 10 milhões.

Se identificarmos antes as necessidades por profissão em particular, o documento destaca as carências a nível dos profissionais de cuidados pessoais e serviços de saúde (18 milhões de postos), funcionários de creches, professores auxiliares e educadores de infância (12 milhões), bem como professores do ensino básico e secundário (9 milhões).

Já no que diz respeito à força de trabalho de âmbito ‘verde’, este grupo é "bastante menor", refere o estudo, representando apenas 1% do total da força de trabalho. Como tal, os 10 países em questão necessitam de acrescentar 12 milhões de empregos neste setor, ou um aumento de 66%.

Dentro do investimento neste setor, as maiores necessidades surgem a nível do setor agrícola e silvicultura, com necessidades de mais 11 milhões de pessoas, a nível de infraestrutura com mais 480 mil pessoas, a nível governamental com mais 160 mil, ou ainda no setor da energia com mais 50 mil postos.

Segundo os autores do estudo, a maior carência de mão-de-obra reside precisamente nos trabalhadores da indústria agrícola, silvicultura e do setor pesqueiro. Adicionalmente, são também necessários 80 mil trabalhadores em cargos relacionados com a construção de vertente ambiental, assim como 70 mil engenheiros ambientais, civis e químicos.

A comparação do conjunto de dez países contra os quatro com melhor desempenho laboral (Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia) revelou que a África do Sul, Brasil e Espanha são as nações mais carenciadas, com necessidades de pessoal adicional superiores a 80%.

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