Britânico da McLaren triunfa em corrida sem ultrapassagens decisivas com a nova regra e na qual Gasly e Alonso abandonaram
É caso para dizer que a montanha pariu um rato com a novidade das duas paragens obrigatórias. Tudo começou como acabou no topo e Lando Norris venceu o Grande Prémio do Mónaco em Fórmula 1, este domingo. Leclerc e Piastri completaram o pódio e Verstappen, que liderou até à entrada para a última volta (antes de cumprir a segunda paragem por regra) foi quarto.
Numa corrida que teve como novidade a introdução da regra de duas paragens obrigatórias e três jogos de pneus (com pelo menos dois compostos de pneus diferentes), Lando Norris conseguiu defender a liderança no arranque, perante Charles Leclerc, apesar de ter queimado – e bem – a travagem na primeira curva. Ainda na primeira volta, Gabriel Bortoleto foi contra o muro, houve «safety car» virtual, mas o brasileiro conseguiu seguir na corrida.
Quem não conseguiu durar muitas voltas foi Pierre Gasly, que se queixou de problemas nos travões, já depois de ter batido na traseira de Yuki Tsunoda. Ficou com a zona do pneu dianteiro esquerdo destruída e foi o primeiro a abandonar a corrida, depois da colisão na nona volta.
GP DO MÓNACO: o filme da corrida
As primeiras movimentações nas «boxes», na luta pela vitória, aconteceram ao fim de 20 voltas. Norris e Piastri pararam, Leclerc e Verstappen não e o monegasco e o neerlandês assumiram, respetivamente, as duas primeiras posições da corrida. Um par de voltas depois, na 23.ª, Leclerc parou, Verstappen assumiu a liderança, mas o piloto da Ferrari saiu atrás de Norris, que saiu a ganhar com o «undercut» (o facto de ter parado primeiro). Verstappen só parou pela primeira vez na 28.ª volta e é caso para dizer que a regra, ao fim da primeira paragem dos primeiros classificados… não produziu efeitos de ultrapassagem. Norris passou de novo para a frente, seguido de Leclerc, Verstappen e Piastri. Tudo como no início.
Na 38.ª volta surgiu o segundo abandono e de um dos azarados da época. Fernando Alonso, que seguia confortável no sexto lugar e com a perspetiva de pontuar, terminou a sua corrida sensivelmente a meio da prova, com problemas no carro, do qual saiu fumo.
Com os quatro primeiros claramente destacados dos demais, Leclerc foi o primeiro do top-4 a fazer a segunda paragem, à 50.ª volta. Seguiu-se logo a seguir Norris, que manteve posição face ao monegasco, saindo à frente, em segundo lugar. Com estas paragens, Verstappen voltou a assumir a liderança, na qual esteve até à penúltima volta, altura em que fez a sua segunda paragem.
Com isso, novamente tudo a voltar ao início. Norris reassumiu a liderança para a vitória, seguido de Leclerc, que foi segundo. Piastri foi terceiro e Verstappen quarto.
O único a ganhar posições no top-10 foi Hamilton, que acabou em quinto, depois de ter partido em sétimo. Com a desistência de Alonso, Sainz foi a novidade no top-10 em relação ao arranque, ao ser 10.º. Pelo meio, Hadjer, Ocon, Lawson e Albon ficaram, respetivamente, dos sexto ao nono lugares. De 11.º a 18.º ficaram, respetivamente, Russell, Bearman, Colapinto, Bortoleto, Stroll, Hulkenberg, Tsunoda e Antonelli.
Piastri continua na liderança do Mundial
Contas feitas após o GP do Mónaco, Piastri continua na liderança do mundial de pilotos, agora com 161 pontos, agora mais três do que Norris (158). Seguem-se Verstappen (136), Russell (99), Leclerc (79), Hamilton (63), Antonelli (48), Albon (42), Ocon (20) e Hadjar (15) no top-10.
Nos construtores, lidera destacadamente a McLaren, com 319 pontos, seguida da Mercedes (147) e, mais perto, a Red Bull (143) e a Ferrari (142).
