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CEO da GMS Store

Inovar ou Estagnar?

5 jul, 15:00

Cerca de 77% dos gestores consideram que os modelos atuais de formação não vão ao encontro das necessidades das organizações. Os dados do estudo mais recente da QSP – Marketing Management & Research são claros e não podem ser ignorados.

Num mundo onde a tecnologia e os mercados mudam a um ritmo alucinante, a formação deve (e tem) de acompanhar esse mesmo dinamismo. Porém, e infelizmente, aqueles que são os programas tradicionais estão “gastos” e falham no fornecimento das skills necessárias e este quotidiano volátil, nomeadamente na área da liderança.

Precisamos de uma abordagem mais prática e contínua, que utilize ferramentas modernas. Falo de IA ou das plataformas de e-learning, onde é possível criar uma experiência de aprendizagem mais relevante e mais eficaz, oferecendo algo que os métodos tradicionais não conseguem alcançar: personalização e flexibilidade.

As empresas enfrentam desafios que exigem um conjunto de competências em constante evolução e, por isso, a formação deve ser um processo contínuo e não uma atividade pontual. A aprendizagem tem de estar integrada no dia-a-dia do gestor.

A questão não é se devemos mudar, mas como e quando. E a resposta não podia ser mais clara: já. Cada dia que passa sem a implementação deste tipo de mudanças é um dia em que as nossas empresas perdem competitividade e relevância no mercado. Com que consequência? Serem incapazes de responder aos desafios do mercado global.

Além das competências técnicas, é fundamental adaptar os programas de soft skills, como a comunicação, colaboração ou criatividade. Os processos de formação focados apenas em conhecimento de nível técnico acabam por menosprezar um componente essencial do sucesso organizacional.

Ao mesmo tempo, devemos incentivar os gestores a procurarem intensivamente oportunidades de desenvolvimento, partilhando-as com as equipas. Esta cultura de aprendizagem contínua cria um ambiente onde a inovação e adaptação fortalecem o ADN da organização.

Escrevo sobre a urgência de um investimento no futuro das nossas organizações. Ao capacitarmos os gestores com as ferramentas e os conhecimentos necessários, estamos a preparar as nossas empresas para responderam aos desafios de um mercado frenético e imprevisível. Só assim podemos garantir que as empresas portuguesas permanecem competitivas e prósperas num ambiente negocial cada vez mais exigente e volátil.

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