REVISTA DE IMPRENSA | Sindicato quer videovigilância nas esquadras
Entre 2022 e abril deste ano, PSP e GNR afastaram 129 agentes e militares por infrações como violência doméstica, faltas ao serviço, ofensas à integridade física e desvios considerados incompatíveis com os requisitos éticos das forças de segurança, avança o Público.
Os dados surgem numa altura em que os recentes casos de alegadas agressões e tortura em esquadras da PSP em Lisboa reacenderam o debate sobre os mecanismos de controlo e seleção dentro das forças policiais. No âmbito dessas investigações já foram detidos 24 agentes.
O presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia defende um maior escrutínio dos candidatos à PSP, incluindo acesso a informação bancária e percurso escolar, para detetar sinais de radicalização ou instabilidade. Só no último ano, dezenas de candidatos foram excluídos por atitudes agressivas ou radicais.
O sindicato propõe ainda a instalação de câmaras de videovigilância em zonas de detenção e áreas comuns das esquadras, medida considerada essencial para prevenir abusos e reforçar a fiscalização interna.