Defesa é um dos temas importantes para o próximo governo e os portugueses querem vê-lo discutido antes das eleições
A Rússia é uma ameaça real e vários países europeus começam a preparar-se para um eventual cenário de guerra em que um aliado como os Estados Unidos não vai corresponder, deixando a Europa sozinha contra o gigante que mora para lá das fronteiras da NATO.
Enquanto se fala na necessidade de voltar a investir na Defesa, tendo a União Europeia anunciado o plano ReArm Europe, os portugueses entendem que este é mesmo um tema das próximas eleições, mostrando-se a favor de um aumento do gasto neste setor.
É o que mostra a grande sondagem revelada esta quarta-feira por TVI e CNN Portugal, num trabalho realizado pela Pitagórica entre 24 e 29 de março também para TSF e JN, e na qual os inquiridos responsabilizam o Governo, já depois de se ter sabido que, desta vez, não há empate técnico nas intenções de voto.
De acordo com a grande sondagem, que desta vez chegou a mil pessoas, 79% dos portugueses são favoráveis à criação de Forças Armadas conjuntas na Europa, num exército comum aos 27 Estados-membros da União Europeia.
São também a favor de um aumento da despesa do Estado português nas Forças Armadas, isto num dos países que menos gasta na NATO em percentagem do PIB - foram 1,55% em 2024, bem aquém do limiar de 2% que deve subir em breve.
Mais cautelosos noutra matéria, os inquiridos torcem o nariz em relação ao serviço militar obrigatório. Aqui há um empate no regresso deste serviço para os homens - 47% acham que deve regressar e outros 47% acham que não.
O maior esclarecimento acontece na instituição de serviço militar obrigatório para mulheres. Apenas 29% dos inquiridos são a favor daquilo que já acontece em países como Israel ou deverá acontecer em breve na Dinamarca, por exemplo.
Sobre o apoio militar e económico à Ucrânia, a maioria dos portugueses entende que é positivo e deve continuar.
Ficha técnica
Sondagem realizada pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF, JN e O Jogo, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a atualidade do país. O trabalho de campo decorreu entre os dias 24 e 29 de março de 2025.
A amostra foi recolhida de forma aleatória junto de eleitores Portugueses recenseados e foi devidamente estratificada por género, idade e região. Foram realizadas 1626 tentativas de contacto, para alcançarmos 1000 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 61,50%. As 1.000 entrevistas telefónicas recolhidas correspondem a uma margem de erro máxima de +/- 3,16% para um nível de confiança de 95,5%.
A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.
