Coreia do Sul. Avião militar lança bombas por engano sobre aldeia e faz 15 feridos

6 mar 2025, 07:27

Dois dos feridos estão em estado grave

Quinze pessoas ficaram feridas na Coreia do Sul, esta quinta-feira, depois dos aviões de combate terem lançado bombas por engano num bairro civil, danificando casas e uma igreja durante exercícios militares em Pocheon, avança a Reuters que cita a Força Aérea e os bombeiros.

Os Serviços de Bombeiros de Gyeonggi-do Bukbu afirmaram num comunicado que 15 pessoas ficaram feridas, duas das quais com gravidade.

Segundo a Força Aérea da Coreia do Sul, oito bombas Mk82 de 225 quilos lançadas por jactos KF-16 caíram fora do campo de tiro durante exercícios conjuntos de fogo real.

“Lamentamos os danos causados pelo acidente de queda anormal e desejamos uma rápida recuperação aos feridos”, declarou a Força Aérea num comunicado.

Pocheon fica a cerca de 40 quilómetros a nordeste de Seul, perto da fronteira fortemente militarizada com a Coreia do Norte, e há anos que os residentes da zona protestam contra a perturbação e o perigo potencial dos campos de treino próximos.

Os residentes foram retirados do local para que as autoridades verificassem se ainda havia bombas que pudessem explodir.

Coreia do Sul e EUA iniciam exercícios militares anuais na próxima semana

Tropas sul-coreanas e norte-americanas iniciam exercícios militares anuais conjuntos na próxima semana, anunciou Seul, dias após a Coreia do Norte ameaçar com demonstrações de alto nível contra o que chamou de escalada da agressão liderada pelos EUA.

As forças sul-coreanas e norte-americanas participarão no exercício Freedom Shield, um treino de posto de comando simulado por computador, com exercícios militares no terreno, de segunda-feira a 20 de março, informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul num comunicado.

Segundo o comunicado, o exercício “Escudo da Liberdade” implicará respostas a desafios em evolução, como a crescente parceria militar da Coreia do Norte com a Rússia.

A Coreia do Norte considera os treinos militares de larga escala entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos como um ensaio de invasão e responde frequentemente com testes de mísseis e uma retórica inflamada.

A Coreia do Norte não respondeu ao anúncio, mas, no início desta semana, Kim Yo Jong, a influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, acusou os Estados Unidos de intensificarem as ações de confronto e ameaçou aumentar as medidas “que ameaçam a segurança do inimigo a nível estratégico”.

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