Dois helicópteros estão já empenhados nas operações, numa capacidade que o Governo quer reforçar nos próximos anos com novos meios aéreos
A Força Aérea Portuguesa está este ano, pela primeira vez, envolvida diretamente no combate aos incêndios florestais, anunciou este sábado o ministro da Defesa, Nuno Melo, citado pela Lusa.
Segundo o governante, há dois helicópteros empenhados nessa missão, no âmbito de um processo que exige a aquisição de componentes, adaptação de infraestruturas e treino de pilotos.
“Não basta adquirir para colocar ao serviço”, afirmou Nuno Melo, explicando que cada nova capacidade implica vários passos até estar plenamente operacional.
O ministro adiantou ainda que, em Vila Real, a Força Aérea destacou aeronaves P-3 Orion e C-295 para deteção precoce de incêndios. Está também baseado naquela zona um helicóptero Black Hawk, que pode atuar logo após a identificação de um foco de fogo.
Nuno Melo recordou que os aviões Canadair adquiridos por Portugal deverão chegar em 2029 e 2030. Acrescentou também que, a partir de 2027, deverão ser usados “kits” de combate a incêndios em aviões C-130, uma capacidade que Portugal já teve no passado.
O ministro enquadrou estes investimentos no reforço do papel das Forças Armadas em missões de apoio às populações civis, defendendo que estes meios podem fazer a diferença durante a época de incêndios.
