Até ao momento, há registo de nove vítimas
O incêndio que deflagrou entre os concelhos de Lagos e Aljezur está já 70% dominado, confirmou esta manhã o comandante das operações. No terreno permanecem cerca de 518 operacionais, apoiados por 181 viaturas, nove máquinas de rasto e sete meios aéreos.
"Temos cerca de 70% do incêndio dominado, portanto nesta área destes 70% estamos a proteger ações de consolidação, de rescaldo, de vigilância, para tentar garantir que nesta área o incêndio não volta a fugir. Há registo de nove pessoas feridas", referiu o responsável da Proteção Civil.
As autoridades sublinham que não há ainda qualquer previsão para desmobilização de meios, dado que continua por dominar uma frente de sete a oito quilómetros e que a prioridade é consolidar as zonas já controladas e evitar reacendimentos.
"O que nós perspetivamos para este dia, que vai ser um dia difícil, e portanto desde das 7:30 que nós já temos meios aéreos a trabalhar neste teatro de operações", afirmou o comandante Abel Gomes da Proteção Civil do Algarve.
Desde as primeiras horas do dia, os meios aéreos começaram a operar em permanência, com quatro parelhas de aviões – três médios e uma pesada – e ainda um helicóptero bombardeiro pesado, preparado para intervenções cirúrgicas.
O comandante destacou o trabalho conjunto do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, da Força Especial de Proteção Civil, da Segurança Social, dos municípios de Lagos e Aljezur e, sobretudo, dos bombeiros, que descreveu como a força mais expressiva neste teatro de operações.
Até ao momento, há registo de nove vítimas: duas pessoas foram transportadas para o hospital – um bombeiro com náuseas e um civil com crise de hipertensão –, enquanto sete outras vítimas (seis bombeiros e um civil) foram assistidas no local, sem gravidade.
Em relação à população, 11 pessoas chegaram a ser deslocadas para zonas de apoio organizadas pelos municípios, mas já regressaram às suas casas. Pelo menos uma habitação secundária foi afetada pelo fogo, mas os levantamentos definitivos estão ainda a ser realizados pelas câmaras municipais.
As autoridades admitem que o ponto mais crítico ao longo do dia será o risco do incêndio alastrar para a zona oeste, mas mantêm confiança de que o dispositivo no terreno conseguirá conter as chamas.