REVISTA DE IMPRENSA | Estimativas apontam para reduções de 25% nos apoios sociais, 26% na Saúde e 14% na Educação nos três anos seguintes ao reforço militar
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que aumentos significativos da despesa em Defesa, como o atual “boom” associado às metas da NATO até 2035, podem conduzir a cortes brutais em outras áreas do orçamento público. De acordo com o Diário de Notícias, as estimativas apontam para reduções de 25% nos apoios sociais, 26% na Saúde e 14% na Educação nos três anos seguintes ao reforço militar, devido à necessidade de compensar os défices e o aumento da dívida pública.
O FMI destaca que a pressão orçamental gerada por esta corrida ao armamento provoca aumentos médios do défice em 2,6 pontos percentuais do PIB e da dívida pública em quase sete pontos percentuais do PIB, em comparação com países que não reforçam a Defesa.
Em períodos de guerra, os efeitos são mais acentuados, enquanto em tempos de paz, os impactos sobre a dívida e a despesa social tendem a ser menores.
A instituição recomenda que os decisores políticos avaliem cuidadosamente o financiamento de novos investimentos militares, alertando para consequências sociais e distributivas relevantes a médio prazo.