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FMI corta previsão do crescimento mundial para 3,1% em 2026

Agência Lusa , BCE
14 abr, 14:03
Finanças (Getty Images)

Em causa está a incerteza relacionada com o conflito no Médio Oriente

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão do crescimento global de 3,3% para 3,1% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente, segundo as previsões económicas divulgadas hoje.

Devido a incerteza relacionada com o conflito, o FMI decidiu fazer um conjunto de cenários que mostram os possíveis impactos de uma guerra mais demorada.

No cenário base, o crescimento global está projetado em 3,1% em 2026 e 3,2% em 2027, "mais lento do que o ritmo recente de cerca de 3,4% em 2024-2025".

A previsão para 2026 foi revista em baixa em 0,2 pontos percentuais e a de 2027 permanece inalterada, em comparação com a da atualização do World Economic Outlook de janeiro de 2026.

O FMI salienta que, antes do conflito, as previsões iriam ser revistas em alta, pelo que este corte se deve largamente às disrupções provocadas pela guerra.

Já a inflação global deverá aumentar para 4,4% em 2026 e diminuir para 3,7% em 2027, representando revisões em alta para ambos os anos.

De acordo com o relatório, num cenário adverso, com aumentos maiores e mais persistentes nos preços da energia, o crescimento global desaceleraria para 2,5% em 2026 e a inflação atingiria 5,4%.

E num cenário ainda mais grave, com maiores danos à infraestrutura energética na região do conflito, o crescimento global cairia para cerca de 2% em 2026, enquanto a inflação geral ficaria pouco acima de 6% em 2027.

FMI prevê crescimento de 1,1% na zona euro em 2026 e 1,2% em 2027

O FMI estima que a economia da zona euro vai crescer 1,1% em 2026 e 1,2% em 2027.

Esta previsão representa uma revisão em baixa de 0,2 pontos percentuais em cada ano, em comparação com a atualização do World Economic Outlook de janeiro de 2026, "com o efeito do crescimento melhor do que o esperado no final de 2025 a dar lugar ao impacto negativo do conflito no Médio Oriente".

O impacto do conflito soma-se aos "efeitos persistentes da subida nos preços da energia desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, afetando o setor de produção, com pressão adicional da valorização real do euro em relação às moedas de países exportadores de produtos similares", lê-se no relatório.

As projeções do FMI apontam para um crescimento da economia alemã de 0,8% em 2026, enquanto a economia francesa deverá crescer 0,9% e a italiana 0,5%.

A inflação na zona euro deverá superar temporariamente os 2% em 2026 e permanecer acima da meta em 2027, prevê o FMI, enquanto a inflação subjacente deverá aumentar de forma mais modesta.

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