FMI diz que estratégia de redução do défice do Governo português “é absolutamente apropriada"

Agência Lusa , BCE
22 abr, 16:19

A organização internacional considera que "o que o Governo português está a fazer está consideravelmente alinhado com o que muitos outros governos estão a fazer”

O diretor do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alfred Kammer, disse esta sexta-feira que a redução do défice prevista pelo Governo português é “absolutamente apropriada” e está alinhada com a estratégia de outros governos.

“É absolutamente apropriado e muito alinhado com o que outros países estão a fazer”, disse o responsável do FMI, numa conferência de imprensa, quando questionado sobre se a redução do défice prevista pelo Governo é apropriada devido aos impactos da guerra na Ucrânia.

Alfred Kammer sublinhou que “o que o Governo português está a fazer está consideravelmente alinhado com o que muitos outros governos estão a fazer”, justificando que existem programas de emergência, implementados para fazer face à pandemia, que estão a ser retirados, o que “explica a redução do défice orçamental em base líquida”.

“Também é resultado do forte crescimento [da economia] que aconteceu e das receitas fiscais que estão a entrar”, acrescentou.

FMI com piores previsões para o défice e dívida pública do que o Governo

O FMI projeta que Portugal reduza o défice para 2,4% este ano e o rácio da dívida pública para 121,6% do Produto Interno Bruto (PIB), acima do esperado pelo Governo, segundo as previsões divulgadas no Monitor Orçamental.

De acordo com a atualização publicadas no âmbito das reuniões de primavera da instituição e do Banco Mundial, o FMI prevê que o défice caia dos 2,8% registados em 2021 para 2,4% este ano, reduzindo-se para 1,6% em 2023.

Estas projeções fixam o défice acima dos 1,9% esperado pelo Governo para este ano, na proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

Segundo o FMI, o rácio da dívida pública cai para 121,6% do PIB este ano, também acima dos 120,7% previstos pelo Governo.

A instituição liderada por Kristalina Georgieva prevê uma redução do peso da dívida pública para 117,9% em 2023 e para 114% para 2024.

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