Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias faziam parte do grupo que foi parado a caminho de Gaza e cujo vídeo divulgado por Itamar Ben-Gvir se tornou polémico
A Procuradoria-Geral da República de Itália abriu uma investigação contra o ministro da Segurança Nacional de Israel pelos eventos ocorridos com os ativistas detidos na última flotilha que tentou chegar à Faixa de Gaza.
De acordo com a agência Ansa, Itamar Ben-Gvir é o visado da investigação que pretende esclarecer o que aconteceu em maio, quando uma série de ativistas, incluindo dois portugueses, foram detidos, amarrados e colocados de joelhos no porto de Ashdod, com as imagens a serem divulgadas pelo próprio ministro israelita.
Ainda segundo aquela publicação, a investigação dura já há várias semanas, havendo alegações de tortura e rapto.
Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias, tal como todos os outros ativistas, foram libertados na manhã do dia 21 de maio, depois de várias horas detidos e de um vídeo que continua a gerar muita polémica, sobretudo por ter sido partilhado pelo ministro da Segurança Nacional de Israel.
A embarcação onde seguiam os dois portugueses e que se deslocava para a Faixa de Gaza foi intercetada no início dessa mesma semana pelas forças israelitas em águas internacionais, o que levou o primeiro-ministro Luís Montenegro a defender a suspensão parcial do acordo comercial entre a União Europeia e Israel na sequência da divulgação do vídeo.
Nas imagens, os membros da flotilha, detidos, são humilhados pelas forças de Israel, sendo que Itamar Ben-Gvir é figura central.
A União Europeia (UE) classificou como "completamente inaceitável" o tratamento dado aos ativistas da flotilha para Gaza detidos por Israel.
