Passados 29 anos, irmãs Sanderson estão de volta. Sequela de ‘Hocus Pocus’ estreia-se amanhã

Agência Lusa , DCT
29 set, 09:31
Kathy Najimy como Mary Sanderson, Bette Midler como Winifred Sanderson, e Sarah Jessica Parker como Sarah Sanderson em "Hocus Pocus 2" (Matt Kennedy/Disney via AP)

Intitulado “Três Bruxas Loucas 2” em Portugal, o filme realizado por Anne Fletcher estreia-se na plataforma Disney+ esta sexta-feira

A sequela de um dos filmes mais icónicos do Halloween, “Hocus Pocus”, chega a 30 de setembro com Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy a regressarem aos papéis das irmãs Sanderson, 29 anos depois. 

“É um sonho tornado realidade”, afirmou Bette Midler, numa conferência de imprensa sobre o novo filme a que a Lusa teve acesso. “Há uns quinze anos, depois de perceber que o [primeiro] filme era um fenómeno, comecei a perguntar a várias pessoas se não devíamos fazer uma sequela”, revelou a atriz. 

Intitulado “Três Bruxas Loucas 2” em Portugal, o filme realizado por Anne Fletcher estreia-se na plataforma Disney+ esta sexta-feira e dá continuidade à história do filme original, que foi lançado em 1993 e ao longo dos anos se tornou um clássico. 

“Não me parece que alguém pudesse adivinhar que isto ia ser assim”, disse Kathy Najimy na mesma conferência. “Houve qualquer coisa neste filme que foi quase como o Feiticeiro de Oz, em que cada geração mostra o filme aos seus filhos e este torna-se parte da história da família.”

A sequela, onde são reveladas as origens das irmãs Winifred, Sarah e Mary Sanderson, introduz vários números musicais. A realizadora Anne Fletcher disse que houve um esforço para manter a fidelidade à história, mas foi necessário refazer o guarda-roupa das irmãs, porque os vestidos originais estavam muito deteriorados. 

Além das bruxas, os criadores também trouxeram de volta um dos personagens mais populares do original, o “zombie bom” Billy Butcherson, interpretado por Doug Jones. O ator é um dos mais prolíficos neste tipo de papéis, entre o monstro e o não-humano, tendo-se destacado em filmes como “A Forma da Água”, “Hellboy” e “O Labirinto do Fauno”. 

“O mais satisfatório para mim foi dar continuidade a uma história de que gostava tanto e que fiz no início da minha carreira”, disse o ator, em entrevista, numa mesa redonda com a Lusa. “Ao longo dos anos perguntaram-me se havia um personagem que gostasse de revisitar e era o Billy. Poder descascar uma camada e descobrir mais da sua história e o que aconteceu com as irmãs Sanderson, como se tornaram assim, foi ótimo”. 

Aos 61 anos, Doug Jones não sabia “se ainda tinha jeito” para interpretar um zombie desajeitado “ou se ia magoar a anca” nas filmagens. Ainda assim o regresso correu bem. “Pareceu-me que deslizámos de volta para os nossos papéis do filme original com grande facilidade, mais do que eu esperava.”

O zombie de Jones acaba por desenvolver uma relação interessante com um dos novos personagens da sequela, Gilbert The Great, interpretado por Sam Richardson (“Veep”, “Ted Lasso”). O ator confessou ser um enorme fã do filme original, que já viu mais de 200 vezes.

“Hocus Pocus significa muito para tanta gente, incluindo para mim, porque é um filme que está na sua própria categoria distinta”, disse Richardson, na mesma entrevista. “É uma verdadeira comédia, um filme verdadeiramente familiar, mas com grandes desempenhos”. 

O ator disse ter sentido pressão e responsabilidade para se encaixar na história de forma natural e elogiou o brilhantismo do elenco. 

“Vimos Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy a fazerem as interpretações de uma vida no filme original e agora vemos neste”, afirmou. “Não dá para comparar com outro filme de Halloween, não há nada como isto”.

Mas Doug Jones sublinhou que “Hocus Pocus 2” não é apenas uma comédia sobrenatural que celebra o Halloween. “Também celebra a vida, a família, quer seja biológica ou escolhida, e a ideia de depender uns dos outros”.

Os temas do filme, para lá da fantasia, também tocam na solidariedade feminina, considerou Bette Midler. 

“Falámos muito de irmandade e de nos apoiarmos umas nas outras, contarmos umas com as outras, sermos leais”, afirmou a atriz. “As coisas mudaram para as mulheres, mas não tão rápido quanto necessário”, continuou. As irmãs Sanderson, bruxas rejeitadas pela sociedade, ainda assim projetam-se de forma positiva.

“Elas são positivas, engraçadas. São intensamente leais”, disse Midler. “Em qualquer situação em que as mulheres estão juntas, os laços, amizade e irmandade são muito importantes”. 

Kathy Najimy acrescentou que estas bruxas são muito decididas. “Há pouca hesitação nas suas ideias. Se isto é o que temos de fazer vamos fazê-lo, mesmo que seja comer crianças”, gracejou. “Qualquer que seja a nossa missão, não há reticências”. 

Nesta sequela, que tem argumento de Jen D’Angelo, surge um novo covil de bruxas, interpretadas por Whitney Peak (Becca), Belissa Escobedo (Izzy) e Lilia Buckingham (Cassie). 

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