3.841 elementos das Forças Armadas, da Polícia Nacional e da Guarda Costeira foram mobilizados para possíveis operações de busca e salvamento, com o apoio de 14 aeronaves e uma unidade naval
As chuvas de monção e os dois ciclones tropicais que atingiram o norte das Filipinas nos últimos dias, provocando inundações e deslizamentos de terras, causaram 12 mortos e oito desaparecidos, informaram esta segunda-feira as autoridades.
Numa conferência de imprensa para abordar os efeitos dos temporais, divulgada pelo Gabinete de Comunicações Presidenciais, o subsecretário do Gabinete de Defesa Civil (OCD), Laurence Mina, indicou que «há 12 mortos, oito desaparecidos e 11 feridos» em toda a ilha de Luzon (norte), a maior e mais populosa das Filipinas.
Os relatos de vítimas são provenientes das regiões de Ilocos, Cordillera e Calabarzon, situadas respetivamente no noroeste, centro-norte e sul de Luzon, afetada nos últimos dias pelos ciclones tropicais Luis e Maymay e pela monção de sudoeste, um vento sazonal responsável, em parte, pela época das chuvas no arquipélago.
Segundo a informação disponibilizada pelas autoridades, foram distribuídos um total de 39,37 milhões de pesos filipinos (cerca de 639.000 dólares norte-americanos ou 560.000 euros) em ajuda de emergência, bem como mais de 54.000 lotes de alimentos.
Paralelamente, 3.841 elementos das Forças Armadas, da Polícia Nacional e da Guarda Costeira foram mobilizados para possíveis operações de busca e salvamento, com o apoio de 14 aeronaves e uma unidade naval.
A capital Manila e a sua área metropolitana, no centro-sul de Luzon, também foram afetadas pelas chuvas torrenciais, e o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., reuniu-se hoje com as agências governamentais que monitorizam a segurança dos residentes na zona, informou a porta-voz do Executivo, Claire Castro.
Embora os dois ciclones tropicais já se tenham dissipado, as chuvas persistem esta segunda-feira sobre Luzon, embora com menor intensidade, de acordo com a plataforma meteorológica Zoom Earth, pelo que outros 4.392 elementos e 943 equipamentos «encontram-se em estado de alerta para uma mobilização imediata», caso o temporal volte a intensificar-se.
A época das monções no Sudeste Asiático prolonga-se geralmente de maio até ao final do ano, período durante o qual os ventos húmidos provocam a maior parte da precipitação anual da região, que pode intensificar-se devido à influência dos tufões.
