Grupo de sete turistas inclui quatro australianos e um norte-americano
Sete turistas foram hospitalizados nas ilhas Fiji, depois de terem ingerido álcool supostamente adulterado no bar do resort de cinco estrelas Warwik Fiji, avança a CNN.
“O estado de saúde era estável esta manhã [hora local] e esperamos que continuem a melhorar”, referiram os Ministérios da Saúde e do Turismo do país, num comunicado conjunto, acrescentando que até ao momento não foram registados outros casos.
Os turistas, com idades entre os 18 e os 56 anos, adoeceram após terem consumido álcool no sábado à noite na mesma estância, tendo sido admitidos num hospital da cidade de Lautoka, no noroeste da ilha de Viti Levu, a maior do arquipélago.
Segundo a CNN, os turistas apresentaram sintomas como náuseas, vómitos e "sintomas neurológicos", sendo que cindo deles já tiveram alta do hospital. Dois permanecem internados nos cuidados intensivos em estado considerado estável.
As autoridades das Fiji, que não divulgaram a nacionalidade de dois turistas, abriram uma investigação sobre o incidente, que descreveram como isolado.
Segundo os meios de comunicação social locais, o grupo de sete turistas inclui quatro australianos e um norte-americano,.
“Este é o único caso deste tipo que registámos nos últimos tempos”, referiu o texto publicado na rede social Facebook pelo ministro do Turismo das Fiji, Bill Gavoka.
Piña colada no centro do incidente
Um familiar de duas turistas que foram hospitalizadas contou à Australian Broadcasting Corporation que recebeu uma chamada a alertá-lo de que a filha e a neta tinham sido hospitalizadas, acrescentando que as duas estavam num grupo que bebeu piña colada antes de se sentir doente.
“Havia um grupo deles no salão deste resort e eles beberam um cocktail semelhante e, infelizmente, sete pessoas ficaram com os sintomas de que se tem falado”, afirmou David Sandoe a partir de Sydney.
O resort onde o incidente aconteceu é considerado uma estância turística de luxo. Em comunicado, o Warwick Fiji garantiu que está a tratar do assunto "muito seriamente".
"Neste momento, não temos detalhes conclusivos, mas estamos empenhados em garantir a segurança e o bem-estar dos nossos hóspedes”, declarou o hotel.
Por sua vez, Jemesa Tudravu, secretário permanente do Ministério da Saúde e dos Serviços Médicos das Fiji, considerou ser demasiado cedo para dizer se o caso está relacionado com envenenamento por metanol.
“Ainda não temos os resultados da investigação e não sabemos se foi um pico de metanol ou qualquer outra causa até concluirmos as nossas investigações”, afirmou num briefing esta segunda-feira.
Ásia tem a taxa mais elevada de envenenamento por metanol
Camberra atualizou os conselhos de viagem para as Fiji, alertando para o risco de envenenamento.
Em novembro, seis turistas (dois australianos, dois dinamarqueses, um britânico e um norte-americano) morreram no Laos, onde vários ficaram doentes depois de alegadamente terem bebido álcool adulterado com metanol, um incidente que ainda está a ser investigado no país asiático.
O metanol é uma substância utilizada como combustível, solvente ou anticongelante na indústria química, que não é própria para consumo humano, mas que, por vezes, é misturada ilegalmente com álcool para reduzir custos.
A Ásia tem a taxa mais elevada de envenenamento por metanol, com a Indonésia, a Índia e o Vietname a liderar, de acordo com a organização Médicos Sem Fronteiras.
