Em causa, a suspensão de um ano de sete jogadores por representarem a seleção de forma ilegal
A FIFA anunciou, esta segunda-feira, que rejeitou os recursos da Federação de Futebol da Malásia (FAM), contra a suspensão de um ano imposta a sete jogadores acusados de falsificarem documentos para representarem a seleção nacional.
Em questão estão futebolistas naturais da Argentina, Brasil, Países Baixos e Espanha que participaram na goleada da Malásia, por 4-0, frente ao Vietname, a contar para o apuramento da Taça Asiática de 2027.
A FAM está obrigada a pagar uma multa de cerca de 376 mil euros ao organismo máximo do futebol mundial.
Além disso, os sete jogadores envolvidos no esquema: Gabriel Felipe Arrocha, Facundo Tomás Garcés, Rodrigo Julián Holgado, Imanol Javier Machuca, João Vitor Brandão Figueiredo, Jon Irazábal Iraurgui e Hector Alejandro Hevel Serrano, vão ser punidos com uma multa a rondar os 2.150 euros cada, além da suspensão de um ano «de todas as atividades relacionadas com futebol».
Segundo a FAM, todos os sete jogadores teriam um avô ou uma avó oriundos da Malásia. De acordo com as regras da FIFA, caso isso se confirmasse, tornaria os atletas elegíveis para representarem a seleção asiática.
Contudo, as informações divulgadas pela FAM não foram confirmadas pelos documentos originais dos países de origem dos jogadores, o que resultou ainda no afastamento de Noor Azman Rahman do cargo de secretário-geral da federação, por parte da própria federação malaia.