Presidente do Estados Unidos foi premiado por Infantino no sorteio do Mundial 2026
A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) afirmou esta segunda-feira que está a favor da abolição Prémio da Paz criado pela FIFA em 2025, que foi atribuído ao presidente do Estados Unidos, Donald Trump.
Na altura – em pleno sorteio do Mundial de 2026 - Gianni Infantino causou surpresa ao premiar o líder norte-americano.
Lisa Klaveness, presidente da NFF, criticou a violação da neutralidade política da FIFA.
«Criticámos a criação deste prémio. Não teve qualquer base no congresso da FIFA. Não tem legitimidade e ultrapassa claramente o mandato da FIFA. É grave que se crie um prémio político sem qualquer fundamento», refere em comunicado.
Assim, a dirigente norueguesa confirmou o apoio à denúncia da ONG FairSquare contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino. Em causa a decisão de premiar Trump sem consultar a estrutura do organismo. O pedido de abolição será, agora, avaliado pelo Comité de Ética da FIFA.
«Decidimos que vamos apoiá-la e que enviaremos uma carta à FIFA a pedir ao seu Comité de Ética que dê seguimento à queixa», sublinhou Klaveness.
A presidente da NFF recordou que a federação nórdica opôs-se, desde o início, à criação do galardão por considerar que não tenha «legitimidade».
«Está em causa o facto de a FIFA, através do seu presidente, ter violado as regras de neutralidade política ao atribuir este Prémio da Paz. E queremos que o comité analise a situação», concluiu.
Lisa Klaveness representará a federação norueguesa no congresso da Comissão Executiva da FIFA, que decorre esta quinta-feira.
