Mario Gallavotti (à esquerda na imagem) é agora notícia por ter sido o responsável, a par de Infantino, pelo plano ‘FIFA Forward Enterprise’, que caiu que nem uma bomba no organismo e no mundo do futebol
É visto como mais do que um advogado, dá-se com pesos pesados da política e está agora ligado à crise que se vive atualmente na FIFA. O italiano Mario Gallavotti (à esquerda na fotografia) é o grande aliado de Gianni Infantino e, segundo o Politico, foi graças à sua influência que o plano-surpresa para vender partes do Campeonato do Mundo a investidores privados viu luz verde.
De acordo com o jornal, Gallavotti e Infantino são próximos há mais de duas décadas, uma relação próxima que o Gazzetta dello Sport já tinha abordado, num artigo sobre o círculo mais íntimo de Infantino, mas o advogado italiano foi destacando-se ao longo dos anos pelas suas movimentações políticas, tendo criado relações com Donald Trump e Vladimir Putin. E há mesmo quem diga que é esse seu lado político que lhe dá um certo poder dentro da FIFA.
“De vez em quando, não sabemos quem é mais importante entre ele e Infantino”, diz ao Politico Tomaž Vesel, que durante cinco anos foi presidente do Comité de Auditoria independente da FIFA sob a liderança de Infantino. Gallavotti “tem um papel mais político do que qualquer outra pessoa na FIFA”, acrescentou Vesel.
Gallavotti é agora notícia por ter sido o responsável, a par de Infantino, pelo plano ‘FIFA Forward Enterprise’, que caiu que nem uma bomba no organismo e no mundo do futebol. Trata-se de uma proposta para criar uma subsidiária comercial da FIFA, concentrando numa única empresa a exploração dos direitos comerciais das competições da organização.
Gallavotti entrou na FIFA depois de o organismo ter sido abalado por uma investigação sobre corrupção conduzida, em 2015, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O seu objetivo era tornar o organismo o mais transparente possível, com a promessa de acabar com a corrupção endémica no futebol internacional. No entanto, diz o Politico, o cargo de gestão dos comités responsáveis por questões disciplinares e queixas éticas colocou o advogado italiano no centro de alguns dos temas mais sensíveis da presidência de Infantino, incluindo este plano até então secreto.
