A primeira versão oficial sobre o atentado a Donald Trump alega que: um jovem americano de 20 anos de idade, que jamais havia realizado postagens de cunho político em redes sociais, recentemente registrou-se no Partido Republicano, colocou dentro de uma mochila o fuzil AR-15 do seu pai e dirigiu-se ao local do atentado e passou por vários agentes de segurança transportando isso. Ao chegar na região do comício político, escalou um prédio por fora, posicionou-se num telhado com visada direta para o palanque e realizou disparos tentando atingir a cabeça de Trump, tendo atingido sua orelha de raspão e matando um homem que estava na arquibancada.
Não demorou muito tempo para que a liberdade de imprensa nos Estados Unidos passasse a coletar mais informações no terreno e colocasse em causa a versão oficial apresentada pelo Serviço Secreto. Os factos que passaram a ser veiculados pela imprensa americana desde o domingo, dia seguinte ao atentado, em redes como a FOX News, WPXI 11 News, ABC News e CBS News são chocantes.
A Fox News revelou na 4ª feira, dia 17 de julho, que os pais de Thomas Crooks informaram à polícia sobre o desaparecimento do filho algumas horas antes de ele cometer o atentado alegando que estavam preocupados com ele, mas não alertaram que ele havia havia levado o fuzil AR-15 que pertencia ao pai.
Outra das informações noticiadas é que o Thomas Matthew Crooks teria sido avistado pelo pessoal da segurança 26 minutos antes do atentado acontecer, tempo mais do que suficiente para tomar providências. Veja bem, não se trata de 2 ou 3 minutos, foi quase meia hora antes. De acordo com a rede WPXI 11, um homem, que havia alertado os policiais da segurança sobre a presença de um elemento suspeito no telhado às 17h 45`da tarde, chegou até a tirar uma foto do Crooks. Esse mesmo canal também informou que um policial também havia avistado o atirador no chão e reportou que considerava a atitude dele suspeita; nessa ocasião, tirou uma foto também antes das 5h 45`. Depois disso, outro policial foi até o local e não encontrou o Thomas Crooks.
Além disso, segundo a ABC News, a instalação que o Thomas Crooks escalou para tomar posição, era um ponto de apoio da equipe tática de polícia local, encarregada de fazer a vigilância do público. Inclusive, havia um grupo de policiais dentro do prédio; sendo que, segundo outro canal, a CBS News, enquanto Crooks estava do lado de fora olhando para o telhado, talvez vendo como iria subir, ele foi visto por um dos policiais que estava do lado de dentro e não o abordou.
Telêmetro laser é um equipamento que serve para fazer avaliação de distâncias com precisão, tem grande utilidade para atiradores. Também foi noticiado pela CBS News que, a equipe de contra-atiradores do serviço de segurança que ocupava um dos telhados avistou Crooks com um telêmetro laser, fazendo avaliação de distância do palanque, tirou uma foto dele e informou ao controlador de segurança de área que, aparentemente não alterou nada no esquema da segurança nem nas atividades de Trump. O atirador sumiu das vistas do pessoal da segurança e reapareceu novamente com uma mochila, caminhando em direção aos fundos do edifício. Policiais declararam a essa mesma emissora que provavelmente Thomas Crooks escalou o edifício usando ar condicionado como ponto de apoio.
Num comunicado recente da diretora do serviço secreto americano, a Kim Cheatle, disse que o telhado de onde o Crooks atirou era muito inseguro para ser ocupado pelos agentes por ser muito íngreme; entretanto, as imagens mostram o contrário, pois o telhado de onde os contra-atiradores do Serviço Secreto abateram Thomas Crooks era bem mais íngreme. Teorias da conspiração sempre começam sendo desacreditadas e depois se confirmam expondo mentiras, conluios e omissões de órgãos oficiais. Enquanto o NY Post divulgava quem era o assassino, o FBI insistia em dizer que ainda não haviam conseguido identificar o atirador.
Outros factos ainda precisam ser esclarecidos. Agora já se sabe que na residência onde Thomas Crooks vivia com seus pais existiam mais de vinte armas e ele frequentava clubes de tiro, poderia não ser um perito com treinamento militar, mas estava longe de ser um leigo no assunto. As perguntas que mais me intrigam agora são:
Por que, com a facilidade de aquisição de equipamentos bélicos nos Estados Unidos, o atirador optou por realizar o tiro com a mira aberta, ao invés de usar um cano especial com luneta?
Será que houve a colaboração de integrantes do Serviço Secreto ou de agentes de segurança local?