Pressão no SNS não se deve a nenhum condicionamento financeiro, garante Fernando Medina

Agência Lusa , MJC
16 jun, 15:34
Fernando Medina intervém durante a sessão plenária de encerramento da discussão na especialidade da Proposta que aprova o Orçamento do Estado para 2022 (Manuel de Almeida, Lusa)

De acordo com o ministro das Financas, “o que está hoje colocado não é um problema financeiro”, mas antes “um problema nesta área específica de escassez de médicos a trabalhar na área pública [obstetrícia e ginecologia], num momento especial de conjuntura"

O ministro das Finanças afirmou este domingo que a pressão no Serviço Nacional de Saúde (SNS) “não decorre de nenhum condicionamento financeiro”, mas antes da falta de pessoal, adiantando que “seria mais fácil de resolver” se fosse esse o constrangimento.

“O que está a acontecer relativamente ao nosso Serviço Nacional de Saúde não decorre de nenhum condicionamento financeiro que lhe tenha sido imposto, pelo contrário”, declarou o ministro das Finanças, Fernando Medina, aos jornalistas portugueses à entrada para a reunião do Eurogrupo, no Luxemburgo.

De acordo com Fernando Medina, “o que está hoje colocado não é um problema financeiro”, mas antes “um problema nesta área específica de escassez de médicos a trabalhar na área pública [obstetrícia e ginecologia], num momento especial de conjuntura, de fins de semana, de dificuldade em organizar esses serviços, mas com uma dimensão mais estrutural, que tem a ver com a carência de efetivos”.

“Se reparar na apresentação que fizemos do Orçamento [do Estado] para 2022 no Serviço Nacional de Saúde, tem um esforço muito significativo, de 700 milhões euros relativamente a este ano, e ainda concluímos no Governo um conjunto de medidas […] e assim continuaremos a fazer na base do que é necessário”, sublinhou.

Numa altura em que muitos hospitais são obrigados a fechar temporariamente as urgências de ginecologia e obstetrícia, Fernando Medina adiantou que estas são áreas com “profissionais numa idade mais avançada”, mas também com “uma percentagem importante de profissionais que exclusivamente trabalham no setor privado e não no setor público”.

“Não é um constrangimento [financeiro] e, se fosse que fosse essa a dimensão e a natureza desse problema, seria certamente a parte mais fácil de ser resolvida”, concluiu.

Nos últimos dias têm-se sucedido encerramentos das urgências de ginecologia e obstetrícia um pouco por todo o país, por dificuldades em assegurar escalas de profissionais.

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou um “plano de contingência” até setembro para fazer face ao problema que se vive no setor e a criação de uma comissão para acompanhar a resposta das urgências de ginecologia e obstetrícia e bloco de partos dos hospitais, integrando coordenadores regionais e um nacional.

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