Medina lamenta "profundamente" renúncia de Sérgio Figueiredo, que reunia "excelentes condições" para o cargo

17 ago, 10:35
Fernando Medina durante o debate sobre o Programa de Estabilidade (António Cotrim/Lusa)

O antigo diretor de informação da TVI e do Jornal de Negócios anunciou esta terça-feira que renunciava ao cargo, considerando que foi “ferido por um linchamento público e impiedoso”

O ministro das Finanças lamentou "profundamente", esta quarta-feira, a decisão de Sérgio Figueiredo de renunciar ao cargo de consultor para o gabinete de Medina.

“Lamento profundamente a decisão anunciada por Sérgio Figueiredo, mas compreendo muito bem as razões que a motivaram. Considero que a melhoria da qualidade da decisão através do contacto regular e informado com os principais agentes económicos e sociais do país é uma necessidade específica do Ministério das Finanças, que acrescenta às avaliações já desenvolvidas por outros organismos públicos", escreve Medina.

O ministro afiança ainda que "Sérgio Figueiredo reúne excelentes condições para desempenhar tais funções" e que, por isso, lamenta "não poder contar com o valioso contributo de Sérgio Figueiredo ao serviço do interesse público.”

"A sua formação em Economia; a experiência de quase três décadas como jornalista e diretor de diversos órgãos de comunicação social, incluindo dois jornais económicos – tendo-se afirmado nessa qualidade como um dos mais destacados analistas nacionais de política económica; e a liderança de cerca de sete anos e meio de uma fundação nacional conferem-lhe experiência e qualificações que o distinguem", conclui.

Sérgio Figueiredo, que anunciou esta terça-feira que renunciava ao cargo no gabinete de Medina, considerando que foi “ferido por um linchamento público e impiedoso”, iria receber um rendimento bruto em 24 meses de 139.90 mil euros, o que, como o próprio explica no Jornal de Negócios, não seria mais do que ganha Fernando Medina, uma vez que o cálculo do seu salário bruto por mês (5.800 euros) equivaleria a 12 meses, e não a 14.

Na altura, quando confirmou a contratação, o Ministério das Finanças tinha explicado que Sérgio Figueiredo iria receber “uma remuneração equiparada e limitada ao vencimento base do ministro”. 

Segundo referiu o Ministério das Finanças ao jornal Público na altura, a diferença entre o valor inicialmente avançado e aquele que constava do contrato era explicado pelo facto de o também antigo diretor da Fundação EDP só auferir 12 meses por ano e não os 14 a que os ministros têm direito.

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