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Governo diz que redução de pessoal no Ministério da Educação não implicou despedimentos

Agência Lusa , AM
18 mar, 12:54
Ministro da Educação, Fernando Alexandre (LUSA)
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Fernando Alexandre diz que redução de pessoal resultou, essencialmente, da digitalização de tarefas que, até então, eram desempenhadas por vários trabalhadores

A saída de trabalhadores dos serviços centrais do Ministério da Educação não implicou quaisquer despedimentos, garantiu o gabinete de Fernando Alexandre que, na terça-feira, disse que a reforma em curso resultou numa redução de 50%.

“A redução referida resultou num processo de reafetação de trabalhadores, que foram maioritariamente recolocados em escolas e noutros serviços da Administração Pública, não tendo havido qualquer despedimento”, clarifica o Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

O esclarecimento foi enviado à Lusa depois de, na terça-feira, o ministro ter afirmado que a reforma do Ministério da Educação, que passou de 18 para sete entidades com serviços mais digitalizados, resultou numa redução de pessoal em 50% e uma poupança anual de 50 milhões de euros.

Na altura, Fernando Alexandre não adiantou detalhes sobre a situação dos funcionários, mas em julho, quando anunciou a reforma do seu Ministério, já tinha afastado despedimentos, apesar das poupanças previstas.

De acordo com o governante, a redução de pessoal resultou, essencialmente, da digitalização de tarefas que, até então, eram desempenhadas por vários trabalhadores.

"Todas as semanas temos coisas que eram feitas por imensas pessoas e estão a ser redefinidas e, em alguns casos, eliminadas porque não era necessário", explicou, durante uma intervenção na sessão de abertura da conferência "Reprogramar o Trabalho - Uma conferência sobre pessoas, competências e Inteligência Artificial", que decorreu, na terça-feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Além da reestruturação orgânica do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, o executivo está a trabalhar na digitalização dos sistemas, que pretende concluir até ao final de 2027, em que os serviços passarão a recorrer a sistemas de inteligência artificial, com o objetivo de melhorar a eficiência, em particular, da gestão de recursos humanos.

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