Fernando Alexandre destaca que a mudança vai permitir aos alunos o acesso à prova que fizeram, ainda que admita que o processo pode ter sido mais rápido do que se desejava
Continuam os problemas em torno dos exames nacionais e ainda não é desta que parece estar tudo resolvido. A plataforma Missão Escola Pública avançou que a plataforma eletrónica responsável pelas correções vai estar indisponível.
O ministro da Educação confirmou, no CNN Fim de Tarde, que estão previstos constrangimentos entre as 00:00 e as 02:00 desta quarta-feira, algo que justifica com atualizações para resolver problemas.
“Haverá uma manutenção da plataforma porque é necessário intervir para otimizar processos e termos a certeza que a avaliação rigorosa, que garantimos a todos os alunos e a todos os encarregados de educação que vamos ter, acontece”, referiu Fernando Alexandre, admitindo riscos com a digitalização do processo, ainda que isso também permita ferramentas para avaliar com rigor e transparência.
De resto, o ministro da Educação prometeu que cada aluno vai poder aceder digitalmente à prova que fez, inclusive com as ponderações que lhe foram atribuídas por resposta.
É uma novidade neste processo, que Fernando Alexandre admite estar a gerar desconfiança, mas que tem mesmo de acontecer. “Eu sei que há pessoas que continuam paradas no tempo, nós temos de avançar. O digital tem uma força transformadora enorme para a nossa sociedade”, sublinhou.
Ainda assim, e perante todos os problemas, desde professores a corrigir provas para as quais não têm habilitações até perguntas polémicas, Fernando Alexandre admite que “não correu tudo bem”, mas há equipas a atuar para que sejam corrigidos os erros.
O ministro da Educação explicou que é para isso que serve esta intervenção no site, mas até admitiu que pode haver espaço para episódio semelhante, se necessário.
Intervenção essa que não terá, segundo o ministro, qualquer influência no calendário já atualizado para as provas. Sobre esse mesmo calendário, que foi adiado por causa de todos os problemas para dar espaço e tempo aos professores, Fernando Alexandre garantiu que era algo que tinha de ser mesmo feito.
“É claro que a alteração de um calendário pode afetar alguma família, é possível. Foi dentro da mesma semana, não passámos para a semana a seguir”, lembrou, lançando mesmo um desafio.
“Se houver alguma família que demonstre que foi efetivamente - nesta altura é muito difícil, porque não se sabe se o aluno vai à segunda fase ou não - se demonstrar que houve um prejuízo, obviamente o Estado deve ressarcir essa família” sublinhou.
Ainda sobre a questão do calendário, Fernando Alexandre não conseguiu dar uma garantia total de que as datas agora estipuladas vão ser cumpridas, ainda que existam condições para ter todas as notas disponíveis no dia 17 de julho.
Sobre o que correu mal, o ministro da Educação admite que o processo talvez devesse ter sido feito de forma gradual, ainda que o responsável pela tutela acredite que a situação se vai resolver.
