Entidade liderada por Reinaldo Teixeira considera o «serviço de arbitragem» como «vital para a estabilidade das competições»
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) pediu esclarecimentos sobre a denúncia recebida pelo Ministério Público (MP), após a saída de Duarte Gomes da direção técnica da arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), anunciou o organismo.
«A LPFP, após tomar conhecimento, pela comunicação social e posição pública da FPF, de um conjunto de incidências relacionadas com o setor da arbitragem, entendeu solicitar, em ofício enviado ao presidente da FPF, Pedro Proença, esclarecimentos adicionais aos já divulgados em comunicado do organismo», informou, numa nota enviada à agência Lusa.
Na sexta-feira, Duarte Gomes renunciou ao cargo de Diretor Técnico da Arbitragem da FPF, tendo o organismo remetido agora a situação para o MP, devido aos «motivos alegados» em participação formal pelo ex-árbitro internacional.
«A LPFP considera que o serviço de arbitragem da FPF é vital para a estabilidade das competições profissionais e fundamental para a credibilidade de todo o universo do futebol português. Desta forma, aguardará pelos esclarecimentos e permanecerá disponível para contribuir para a serenidade no setor, na medida em que nos encontramos a pouco mais de um mês do início das competições profissionais», concluiu a entidade presidida por Reinaldo Teixeira.
Em comunicado, Duarte Gomes não detalhou a situação nem os agentes envolvidos, revelando apenas que, no final da época 2025/26, um árbitro profissional partilhou consigo «um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade», suscitaram-lhe «preocupações institucionais muito relevantes».
Duarte Gomes afirmou ter conduzido o assunto «com reserva, neutralidade e transparência», mas, no decurso das diligências que fez, considerou que «não era possível restaurar o grau de confiança institucional que considerava essencial ao desempenho» das suas funções.
