Antigo guarda-redes integra Comissão de Honra da nova direção da Federação Portuguesa de Futebol
Após um domingo marcado por comunicados oficiais de Benfica e FC Porto com críticas à arbitragem, e depois do 'silêncio institucional' de Benfica e Sporting em relação à morte de Pinto da Costa, o antigo guarda-redes Beto apelou ao fim das «desavenças» entre os 'grandes'.
Em declarações aos jornalistas presentes na tomada de posse da nova direção da Federação Portuguesa de Futebol, na Cidade do Futebol, em Oeiras, Beto não se esquivou sobre o tema, quando questionado sobre o principal objetivo da direção liderada por Pedro Proença.
«Acima de tudo, o objetivo é unir as desavenças do futebol português. Transformou-se já há muito tempo em algo importante para a economia do país. É um produto que tem de ser cuidado e valorizado. Isso é unir, com todas as rivalidades que sempre existiram e fazem parte da paixão do futebol é isso que faz com que os adeptos vivam o futebol tão intensamente. Além dessa rivalidade, tem de haver uma harmonia no futebol para que este tenha uma imagem diferente e saia mais valorizado», disse.
«Compreendo que, quando existe uma aproximação muito grande na tabela, começam os grandes a sentir que já uma possibilidade. Quando isso acontece começa-se a falar muito. Surgem nuvens à volta do futebol português. É importante que o futebol e os jogos fluam de forma natural. O futebol deve ser uma coisa transparente apaixonante, mas leal», acrescentou.
Beto, antigo internacional luso, integra a Comissão de Honra da nova direção da Federação Portuguesa de Futebol.
«Desde os 15 anos que conheço a Federação. Conheço muito bem a casa, tive o privilégio de jogar com muitos jogadores que ainda estão na Federação. Vou trabalhar, de forma positiva, e aportar aos clubes em geral aquilo que o presidente achar que sou útil. Quero dar algo ao futebol português», explicou.
«Quero parabenizar tudo o que Fernando Gomes fez pelo futebol português. A dimensão que lhe deu. Chegou uma era diferente, de aproveitamento maior daqueilo que o futebol português tem produzido. É verdade que está aqui uma obra enorme, mas que tem de ser potenciado. Hoje estamos aqui para celebrar essa tomada de posse. Temos uma bandeira que é Portugal tem talento. Mas que tem de ser potenciado», terminou.