Treinador do FC Porto justifica que os oponentes não criaram muitas chances de golo apesar de terem vencido
Vítor Bruno fez a antevisão ao duelo com o Casa Pia, para a Liga portuguesa, um jogo que será disputado na segunda-feira, pelas 20h45, no Estádio do Dragão.
Questionado sobre os motivos táticos para o mau momento do FC Porto (não ganha há quatro jogos, com três derrotas e um empate), Bruno falou sobre a pressão.
«Eu acho que nunca podemos dissociar o momento com e sem bola. No início da época, o Danny [Namaso] funcionava como quarto homem do meio-campo, estávamos mais protegidos no meio-campo. Com o Samu é diferente. O Samu é um perfil diferente, tal como o Gül», começou por dizer.
«As pessoas estão fartas de ouvir falar de dores de crescimento, sei disso tudo. Mas não podemos escamotear a verdade. Uma equipa que é nova obriga a novos procedimentos», explicou.
Vítor Bruno justificou ainda que, contra Moreirense e Anderlecht, os oponentes não criaram muitas chances de golo apesar de terem vencido.
«Se olharmos para os últimos dois jogos na parte defensiva, os adversários criaram pouco contra nós. Em Moreira de Cónegos, fazem um golo de cruzamento em que a equipa está bem posicionada. O penálti é quase caído do céu. Na Bélgica, fazem golos por erros individuais. Têm apenas um lance na segunda parte em que não acompanhamos uma infiltração de segunda linha. Isto em dois jogos», disse.
«Isso não me dá conforto mas permite perceber que os jogadores estão a querer fazer as coisas bem. Agora, não vou ser implacável, condenar o erro… não sou assim, sou muito otimista. Gosto de olhar para os sinais. Todos os sinais dos jogadores têm sido muito bons. No trabalho, no treino. O tempo aqui não existe, temos de olhar para o adversário com cautela, mas querendo ir muito para aquilo que é nosso. Organização defensiva não me preocupa assim tanto, porque a equipa é capaz», terminou Vítor Bruno.
O FC Porto recebe o Casa Pia nesta segunda-feira, pelas 20h45, em jogo da 12.ª jornada da Liga portuguesa.
