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FC Porto: Vítor Bruno abana, mas não cai

25 nov 2024, 22:43
Vítor Bruno deu a cara perante os adeptos após a eliminação do FC Porto na Taça de Portugal (MANUEL FERNANDO ARAÚJO/Lusa)
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Jogo contra o Anderlecht é encarado como decisivo para o futuro do treinador

Vítor Bruno abana, mas não cai. Pelo menos, por agora. Depois da forte contestação dos adeptos na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Moreirense, e da derrota pesada na Luz frente ao Benfica, o técnico está sob fogo, mas mantém-se no cargo, para já.

A estrutura portista esteve em peso no Olival ao final da manhã e reuniu com o treinador depois do treino para preparar o jogo com o Anderlecht.

O presidente André Villas-Boas chegou ao centro de estágio dos dragões por volta das 11h40, momentos depois do diretor para o futebol Jorge Costa e do diretor desportivo Andoni Zubizarreta, que também marcaram presença, e o resultado do encontro foi um voto de confiança, que estará condicionado ao próximo jogo.

A partida na Bélgica, na próxima quinta-feira (com início às 17h45) será determinante para que o FC Porto dê uma resposta me campo aos maus resultados e em particular às más exibições que têm desagradado adeptos e a própria estrutura.

Por seu lado, Vítor Bruno, que esta manhã chegou ao Olival acompanhado por elementos da empresa que presta serviços de segurança aos dragões, entende que tem confiança para dar a volta à situação e continuar no comando dos dragões.

De momento, mesmo apesar das três derrotas consecutivas – algo que não acontecia há 16 anos – a estrutura não avança para uma rotura com o técnico.

O timing não é desde logo o ideal, considerando que o FC Porto tem um calendário carregado depois de uma paragem de 15 dias, após a derrota na Luz, com nove jogos em um mês e meio – até ao início de janeiro.

Ainda assim, as consecutivas más exibições e maus resultados da equipa podem tornar a situação insustentável e precipitar uma saída.

Para tal contribui a cada vez mais audível contestação dos adeptos.

De recordar que na noite de domingo, após insultos e vaias ainda nas bancadas de Moreira de Cónegos, com jogadores em lágrimas após encararem os protestos, um grupo de algumas dezenas de adeptos radicais esperou pelo autocarro da equipa à chegada ao Dragão, tendo inclusivamente atingido a viatura com uma tocha. Villas-Boas e Jorge Costa tiveram mesmo de intervir para serenar os ânimos, tendo saído do Dragão para tentar conversar com os adeptos contestatários, antes da saída dos jogadores e da equipa técnica, que decorreu sem incidentes.

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