Presidente do FC Porto reconhece lacuna num plantel equilibrado, após lesão grave de Nehuén Pérez
O FC Porto acaba de fazer o maior mercado de sempre (com mais de 112,5 milhões de euros investidos), mas André Villas-Boas já pensa num reforço para janeiro. Em particular num defesa-central, depois da lesão de Nehuén Pérez, que fez uma rotura total do tendão de Aquiles e poderá não jogar mais nesta época.
«Temos um plantel equilibrado, mas que, infelizmente, tem vindo a sofrer algumas lesões, em particular a do Luuk de Jong e a do Nehuén Pérez», começou por afirmar o presidente do FC Porto, revelando em seguida: «Não é impossível pensarmos no mercado de janeiro e reforçarmo-nos com um defesa central. Não tem de ser obrigatoriamente uma compra, mas potencialmente um empréstimo. O técnico irá decidir.»
«O FC Porto terá de gerir o mercado de transferências com pinças»
Villas-Boas abordou o tema na apresentação das contas da SAD, que apresentou um lucro recorde de 39,2 milhões de euros, numa conferência de imprensa que decorreu ao final da manhã desta quarta-feira, no Estádio do Dragão.
«São resultados extraordinários. As vendas do mercado de janeiro são significativas. Há um incremento no valor do ativo do FC Porto, que detém agora na maioria 100 por cento dos passes, o que não acontecia no passado», afirmou o presidente dos dragões, salientando ainda a necessidade de ser muito criterioso no mercado, sobretudo após o segundo ano sem garantir a presença e as respetivas receitas da Liga dos Campeões.
«Chegar ao título e garantir receitas da Liga dos Campeões fazem uma grande diferença. Para se tornar sustentável, o FC Porto terá de continuar a gerir o mercado de transferências com pinças. Atingir valores recorde como os que atingimos será difícil, mas a verdade é que o valor do ativo que continua a subir e o FC Porto tem agora jogadores de qualidade, que podem ser assediados de clubes de ligas mais importantes», concluiu o presidente.
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