Os três presos juntam-se assim a outros três, que já tinham sido colocados em prisão preventiva quando foram apanhados horas após o crime. Falta ainda capturar alguns dos elementos envolvidos
O juiz de instrução decretou esta quinta-feira prisão preventiva para mais três elementos dos “casuals” das claques do Sporting alegadamente envolvidos no ataque com cocktails molotov a adeptos do FC Porto, no passado dia 10 de junho - validando a indiciação do Ministério Público, no DIAP de Lisboa, que imputa aos arguidos nomeadamente cinco crimes de homicídio na forma tentada.
Apenas um dos quatro detidos pela Polícia Judiciária na operação da última terça-feira sai em liberdade, por existirem dúvidas se participou no ataque que provocou graves ferimentos às vítimas, dentro de um carro em chamas.
Os três presos juntam-se assim a outros três, que já tinham sido colocados em prisão preventiva quando foram apanhados horas após o crime. Falta ainda capturar alguns dos elementos envolvidos.
O caso específico em investigação aconteceu a 10 de junho, quando este grupo, no final de um jogo de hóquei em patins entre o Sporting e o Porto, “abordou violenta e agressivamente um grupo mais restrito de adeptos de uma claque do clube opositor, que se fazia transportar num veículo automóvel parado, momentaneamente, junto a um semáforo na zona do Lumiar”.
Os cinco ocupantes do carro foram, segundo a PJ, “agredidos com violência” e os vidros do carro foram partidos e “lançados para o seu interior artefactos pirotécnicos que provocaram um incêndio que acabou por destruí-lo totalmente”.
Além das agressões, as cinco pessoas que seguiam no carro sofreram queimaduras e precisaram de ser encaminhadas para o hospital.