Conceição faz balanço: «Se sair, nem um tostão quero do FC Porto»

Ricardo Gouveia , Estádio Nacional, em Lisboa
25 mai, 20:46

Treinador não assume saída, mas fala em sentimento de «imensa gratidão» e «dever cumprido»

A final da Taça de Portugal, marcada para este domingo, pode ser o último de Sérgio Conceição como treinador do FC Porto. O treinador, na antevisão do jogo, não assume claramente, mas acabou por passar uma mensagem em que fala numa «imensa gratidão» e num sentimento de «dever cumprido».

Será o 378.º jogo de Sérgio Conceição como líder do FC Porto, mas o técnico não foi claro quanto ao futuro. «Passou, para ser sincero passou [possibilidade de ser o último jogo]. O mais importante é o jogo da Taça. O meu futuro não está dependente de nenhuma conversa. Quem decide o meu futuro sou eu. Se for sair do FC Porto, é com sentimento de gratidão, imensa gratidão. E de dever cumprido», começou por enunciar.

Um sentimento que o treinador aprofundou. «O meu sentimento é de que estive à altura da exigência do FC Porto. Quando o meu pai me deixou com quinze anos à frente do Estádio das Antas, naquele momento, tive a sensação de que tudo era enorme. Ia e vinha para Coimbra e entrar numa cidade como o Porto e estar à frente das Antas foi inacreditável», acrescentou.

Caso seja mesmo o último jogo, Conceição diz que sai de consciência tranquila. «O sentimento que tenho é de dever cumprido se tiver que sair. Voltámos nestes sete anos a ter a hegemonia do futebol português, saber que em três anos de fair-play financeiro, dois anos de pandemia e este ano com eleições, conseguimos ganhar tantos títulos como os nossos dois rivais», destacou.

Ainda em relação a uma possível saída, o treinador garante ainda que o contrato e o acerto de contas nunca vão ser um problema. «Sempre digo: o contrato não faz o treinador ou o jogador do FC Porto. Se o meu caminho e o do FC Porto bifurcarem, saio com a mesma dignidade com que entrei. Se for o último jogo, o FC Porto paga-me até sair e vou embora sem me pagarem um tostão», explicou.

Uma questão que o treinador quis deixar clara para afastar a polémica do pré-contrato que tinha assinado com Pinto da Costa ainda no período eleitoral. «Foi muito falado isso, a minha assinatura antes das eleições. Eu não abdico de gratidão e respeito pela pessoa que tem mil e tal títulos no clube, A partir desse momento, os caminhos dividem-se e nem um tostão quero do FC Porto. Que fique bem claro, tinha de soltar isso»», acrescentou.

Foi André Villas-Boas que ganhou as eleições e anunciou que terá uma conversa com o treinador, mas Conceição não quis falar mais sobre este assunto. «Sobre isso está falado. O jogo com o Sporting é que é importante», referiu ainda.

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