Conceição: «É fácil gritar 'olé' quando se está a ganhar e contra 10»

André Cruz , Estádio do Dragão, Porto
20 ago, 23:47

FC Porto-Sporting, 3-0 (reportagem)

Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, na sala de imprensa do Estádio do Dragão, depois do triunfo frente ao Sporting (3-0), em encontro da 3.º jornada da Liga 2022/23:

«[Diogo Costa foi decisivo no Clássico?] Estrategicamente, definimos um plano para condicionar a dinâmica ofensiva do Sporting. Os jogadores interpretaram bem o que queríamos e, tirando o remate do Morita, até aos 45 minutos, não chegou muito ao nosso terço defensivo. Obrigámos o Sporting a cometer muitos erros, fizemos o golo e, na parte final, nos descontos, devíamos ter mais calma, mas, por algum empolgamento, quisemos fazer um lançamento rápido e levámos uma situação de golo e, com o canto, outra. Na segunda parte, há a situação [de Fatawu] cara a cara com o Diogo Costa, mas houve dois penáltis… Estou contente porque o Taremi não estava nessas situações e era importante, porque tudo o que provocam nas equipas adversárias faz com os adversários os tentem parar. Foi uma vitória justa, o Diogo faz parte da equipa, em momentos importantes fez excelentes defesas, como o Galeno, que fez o que tinha a fazer. O Mehdi também deu tudo no lance do golo do Evanilson para provocar a situação de golo. Uma equipa é exatamente isso: o trabalho de todos. E fico muito contente, porque eles merecem este resultado e esta vitória, que não é mais do que isso, uma vitória.

[Como mudou o chip esta semana depois de sentir a equipa apática em Vizela] Por vezes, falo dos jogadores na flash e na conferência de imprensa porque dentro [do balneário] também falo, mas os nomes digo dentro do balneário, no grupo. Vejo pessoas a comentar que não devia ter falado dos jogadores, mas dizem que devia ter dito os nomes. Há aqui alguma incoerência. Acho que devo passar uma mensagem e faço-o de forma genuína e frontal. Assim como devo dizer que defrontámos uma equipa muito acima da média, de Champions, muitíssimo bem treinado e com excelentes jogadores. Isto é um jogo, uma maratona e vamos ter muitas dificuldades e provas para superar.

['Olés' e euforia nas bancadas na reta final do encontro são motivo de alerta?] Não gostei nada dos 'olés'. Pelo respeito pelo adversário, isso é a primeira coisa. É muito fácil os 'olés' quando se joga contra 10 e quando se está a ganhar 2-0. Nunca fui dado a 'olés'. Para mim, é continuar no máximo a procurar mais golos e não sofrer. É a melhor resposta e o melhor sentimento para com os adversários. É um momento para estar alerta, claramente.

[Cinco pontos de vantagem sobre o Sporting à terceira jornada] São cinco pontos no início de uma caminhada longa. Faltam muitos meses pela frente, temos rivais fortíssimos e temos de ter respeito por todos. A prova disso foi o jogo em Vizela. Se não estamos motivados ao máximo e olharmos para cada jogo como uma final, vamos ter problemas. É bom, é sempre mais confortável estar na frente com alguns pontos de avanço sobre o rival, mas estamos no início e damos pouca importância a isso.»

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