Villas-Boas: «Temos condições para lutar pelo lugar do FC Porto»

1 dez 2025, 21:52

Presidente do FC Porto inaugurou a gala dos Dragões de Ouro, na noite desta segunda-feira, lembrando o legado de Jorge Nuno Pinto da Costa, Jorge Costa, André Silva e Diogo Jota. E não faltaram recados para Lisboa

André Villas-Boas inaugurou a gala dos Dragões de Ouro, na noite desta segunda-feira, no Dragão Arena, habitual casa das modalidades do FC Porto. O presidente dos portistas começou por lembrar os legados de Jorge Nuno Pinto da Costa, Jorge Costa, Diogo Jota e André Silva.

«Daqui a pouco começa a entrega dos Dragões de Ouro, quando o clube olha para dentro e distingue aqueles que elevam o bom nome do FC Porto. Aprendemos valores que constroem a cultura de vitória e que nos distinguem dos demais. (…) O portista distingue-se pelo carácter, persistência e vontade de vencer. Nos últimos meses, o FC Porto perdeu Jorge Nuno Pinto da Costa, o presidente dos presidentes, que transformou o clube numa potência mundial e comandou o clube às conquistas mais importantes do futebol português. Foi o maior dirigente do futebol mundial.»

«Partiu também o nosso querido Jorge Costa, exemplo de lealdade de paixão. Se há alguém que nos inspira és tu, meu querido amigo Jorge Costa. Perdemos ainda dois jovens que levaram o nome do FC Porto muito longe, Diogo Jota e André Silva, talentos que partiram demasiado cedo. Estas perdas doem e tocam-nos, mas obrigam-nos a olhar para o legado e transformá-lo em responsabilidade. Sem memória não há história, nem futuro.»

«Se queremos um FC Porto moderno e capaz, temos de ser capazes de parar, lembrar e agradecer. Qualquer equipa traz um pedaço da história que estas pessoas escreveram», disse emocionado.

De seguida, o presidente dos dragões recordou a «dura» época de 2024/25.

«Não conseguimos o título nacional de futebol que desejávamos. Houve momentos de frustração e de muitos erros. O clube não se escondeu. Os sinais desta época são encorajadores. O sonho em sermos campeões está em cada treino e decisão. E foi esse espírito que este ano transportamos para o futebol. Tomámos decisões exigentes e difíceis. Confiámos a liderança técnica a Francesco Farioli, um treinador jovem, mas com um percurso já sólido, que representa bem o equilíbrio que queremos: o respeito absoluto pelo nosso ADN competitivo e, ao mesmo tempo, uma abordagem moderna ao treino, ao jogo e à gestão do balneário.»

«Fomos ao mercado com rigor. Investimos mais de cem milhões de euros num plantel que combina experiência e juventude, talento e carácter, jogadores que sabem que não basta jogar bem, é preciso ter uma relação de compromisso com o clube e com os adeptos. Temos condições para lutar até ao fim pelo lugar a que o FC Porto pertence», prosseguiu.

Neste longo discurso, André Villas-Boas recuperou temas que marcaram a fase de campanha eleitoral.

«Um clube só é forte quando os alicerces são fortes. Em poucos meses demos passos importantes no plano financeiro, alcançamos um resultado líquido consolidado histórico, reduzimos de forma significativa os custos operacionais da SAD, melhorámos os capitais próprios e aumentámos o investimento na equipa principal de futebol.»

«Estas conquistas estão intimamente relacionadas com o crescimento associativo, onde a resposta dos portistas tem sido extraordinária. Lançámos o novo cartão de sócio, o Portal do Sócio e o Portal da Bilhética e, em apenas cinco meses, o número de associados cresceu em mais de 15 mil novos sócios. (…) O mesmo espírito está por detrás da criação da Fundação FC Porto, que nos vai permitir aprofundar a missão social, cultural e desportiva.»

«O Centro de Alto Rendimento do Olival começou, finalmente, a sair do papel. Estamos a ultimar o processo de licenciamento com a autarquia de Vila Nova de Gaia. Em Campanhã, nos terrenos da antiga Escola Ramalho Ortigão, vamos avançar com um pavilhão multidesportivo, para apoiar as modalidades, o desporto adaptado e o futebol feminino. O FC Porto está a crescer de forma integrada», acrescentou.

Para o final do discurso ficaram guardadas mensagens direcionadas aos adeptos e aos rivais.

«O FC Porto continua a incomodar muita gente. É por causa dessa força que, mesmo quando o caminho parece inclinado, sabemos que não estamos sozinhos. O que nos distingue é esta capacidade de nos renovarmos com a mesma vontade de lutar, com realismo, mas sem medo, por um FC Porto maior, mais competitivo e mais fiel à sua identidade. (…) Desejo-vos uma excelente noite de Dragões de Ouro. Viva o Futebol Clube do Porto», terminou.

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