Treinador do Estrela da Amadora explicou incidente que envolveu Villas-Boas, Jorge Costa e PSP
Para o rescaldo à derrota no Estádio do Dragão, por 2-0, José Faria entrou na sala de conferência de imprensa acompanhado pela segurança privada do estádio e agentes da PSP. Questionado pelo Maisfutebol, o treinador do Estrela – expulso durante o encontro – explicou o sucedido.
«Desculpem o atraso, não estava fácil chegar aqui. (…) Limito-me a fazer o meu trabalho, fui expulso e vi o resto do jogo numa sala anexa e, quando nada fazia prever, sou surpreendido com uma confusão tremenda no túnel, que não consegui ver na totalidade. Houve uma série de empurrões, que não consegui ver, mas há as autoridades para ver, há câmaras e áudio.»
«O árbitro estava presente, além de alguns delegados e pessoas externas ao encontro. A organização do jogo é do FC Porto. A responsabilidade tem de ser dos protagonistas.»
«Tenho de ter cuidado com a forma como me expresso, vi algumas coisas, não vi tudo, não vi como tudo começou. Tentámos fazer o nosso melhor. Quem de direito tem de pedir as imagens e o som e colocar tudo em pratos limpos. Não solicitei à polícia para vir, mas os agentes entenderam por bem me acompanhar. Eu limito-me a cumprir as regras», terminou.
Segundo apurou o Maisfutebol, as «pessoas externas ao encontro» referidas por José Faria eram, entre outras, André Villas-Boas e Jorge Costa. Após o término do jogo, quando vários elementos do Estrela procuravam explicações para a expulsão de Danilo e de José Faria, os ânimos exaltaram-se.
Além disso, a intervenção da PSP foi necessária quando vários elementos do staff do «Tricolor» foram empurrados e ameaçados por seguranças privados do estádio. Ao Maisfutebol, o FC Porto não prestou qualquer esclarecimento.
