Gabri desbloqueia e alumia a rota para os Aliados
A Figura: Gabri Veiga
Entrado para desbloquear. Saltou do banco ao intervalo, no lugar de Rodrigo Mora, e inaugurou o marcado ao fim de três minutos. Protagonista na maioria das investidas dos dragões na etapa complementar, o médio de 23 anos acertou 21 passes em 25, fez dois remates e conseguiu um corte. Chegou, viu e desbloqueou. Uma noite de protagonismo para Gabri e o dragão mais próximo do título.
O Momento: Froholdt encerra a contenda, minuto 65
O Tondela não conseguiu sair do respetivo meio-campo até o FC Porto se acomodar na vantagem. Depois de Gabri Veiga marcar, Froholdt ameaçou e também faturou, beneficiando de um desvio alheio. O dinamarquês atingiu o oitavo golo na época e a segunda jornada consecutiva a marcar. Encerrou a contenda e tranquilizou o Dragão.
Outros destaques.
Rodrigo Mora: sair ao intervalo foi surpreendente. Ainda que a aposta de Farioli tenha sido extremamente acertada, o “baixinho” fez uma ótima primeira parte, ligando a defesa ao ataque, servindo Pietuszewski na profundidade e combinando com Pepê. Faltava mais rasgo e velocidade no miolo, mas Mora fez a sua parte. Saiu de jogo com quatro recuperações de posse e quatro cruzamentos, além de um cartão amarelo.
Pepê: numa noite animada e com espaço para bailar, o brasileiro evidenciou-se também na defesa, com seis cortes, nove recuperações da posse e 11 duelos ganhos em 17.
Deniz Gül: apesar da primeira parte cinzenta, o internacional turco assistiu Gabri Veiga e forçou o desvio que isolou Froholdt para o 2-0. Saiu muito aplaudido, acumulando créditos junto do tribunal do Dragão.
Pietuszewski: sempre apto para sprintar, teve espaço para ameaçar na primeira parte. Todavia, a ansiedade atrapalhou o talento e as oportunidades para marcar – ou assistir – perderam-se. Há que trabalhar o pragmatismo. E levantar a cabeça para ver os colegas.
Alberto Costa: o lateral mais requisitado do FC Porto. Passou a maioria do encontro no meio-campo ofensivo e protagonizou várias combinações pelo corredor, acompanhado por Pietuszewski, Mora, Frohodlt e William Gomes.
Bednarek: apesar de vários erros de Kiwior e Zaidu, o patrão da defesa portistas nunca perdeu a compostura e estancou o ímpeto ofensivo do Tondela, ora na primeira parte, ora nos derradeiros minutos do jogo. Por isso, acumulou duas interceções, oito recuperações da bola e oito alívios, além de dois remates. Um dos pilares da época do FC Porto.
Bernardo Fontes: o mais inconformado do Tondela. Não só deste jogo, provavelmente de toda a época – até porque a despromoção parece ainda mais próxima. No Dragão, este gigante evitou golos de Alan Varela, Gabri Veiga, Froholdt, Bednarek, entre outros. Travou o que pôde, até um penálti. Regressa a Tondela com seis defesas e nove recuperações de posse.