Sérgio Conceição: «Quem surpreendia os adversários era o Luis Díaz»

André Cruz , Centro de estágios do Olival, em Vila Nova de Gaia
23 fev, 13:02

Treinador do FC Porto sublinhou que o colombiano tinha características diferentes de Pepê, Galeno ou Otávio

Com a saída de Luis Díaz para o Liverpool, o treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, tem optado por novas dinâmicas no corredor esquerdo, com outros jogadores a ocuparem essa zona do terreno. Ainda assim, o técnico portista nega que isso traga mais imprevisibilidade à equipa, até porque o colombiano era um futebolista diferente daqueles que ficaram no plantel.

«Quem surpreendia os adversários era o Luis Díaz. Não estou a brincar, ele continua a surpreender adversários em Inglaterra. Neste momento têm de ser o Pepê, o Galeno ou o Otávio a chegar lá e fazê-lo de forma diferente porque são jogadores de características diferentes. Temos de ter uma dinâmica ofensiva para o nosso corredor esquerdo funcionar com eficácia, de forma ligeiramente diferente e chegarmos ao fim e dizermos que ganhamos o jogo, é o mais importante», disse durante a antevisão ao jogo da segunda mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga Europa, frente à Lazio.

«Atacamos de forma mais ligada ou apoiada, e com o Luis era diferente pelas suas características, mas eu não sou nada conservador nesse sentido. Gosto é de chegar à baliza do adversário e fazer golos e ser muito sólido para não sofrer. Depois, trabalhar os jogadores à disposição da melhor forma para que eles metam cá fora tudo o que têm de bom», acrescentou.

Conceição lembrou ainda que o antigo futebolista dos azuis e brancos demorou até atingir todo o potencial.

«O Luis Díaz demorou o seu tempo, em termos táticos, como todos os Luis Díaz que chegam ao futebol europeu e demoram na sua adaptação, percebeu que o futebol não é só o momento em que tem bola e se sentem confortáveis nos movimentos que fazem com esse conforto. É um trabalho coletivo onde, por vezes, longe da bola, estão a ser jogadores extremamente importantes», explicou.

«Demora algum tempo essa evolução, mas quando encaixa em tudo aquilo que é o seu potencial acaba por vir cá para fora, tornam-se melhores jogadores e de um nível altíssimo. Temos jogadores que também podem chegar a um nível altíssimo, mas têm o seu tempo de adaptação e nós temos de potenciar ao máximo as suas qualidades. Não posso pedir as mesmas coisas ao Pepê e ao Otávio que pedia ao Luis, mas isso faz parte do meu trabalho, encontrar esse equilíbrio de forma a desequilibrar o adversário.»

O FC Porto viaja esta tarde para Roma e vai tentar defender a vantagem conseguida no Dragão (2-1), esta quinta-feira, pelas 17h45. Pode acompanhar o jogo com a Lazio AO MINUTO.

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