LE: Lyon-FC Porto, 1-1 (crónica)

17 mar, 22:17

Dragão dá meia-volta e vem embora

Não haverá Sevilha para o FC Porto. O caminho para a Andaluzia fazia-se por Lyon, mas o dragão deu meia-volta com Pepê e veio embora. Um regresso a casa inglório e com a pior das sensações: havia talento e equipa portista para mais.

Provavelmente, podia não haver «pernas» para tudo, ou seja, para a Europa e para o campeonato. O onze de Sérgio Conceição falou por ele. Por causa do desgaste demonstrado na primeira mão e porque um dérbi no Bessa não é coisa para facilitar. Sobre esse, falar-se-á domingo, porque até lá vai andar uma amargura na boca e o lance de Vitinha na mente das gentes portistas.

A sentença dada à defesa portista

Esta eliminatória com o Lyon pode ser inglória, mas não foi propriamente injusta, diga-se.

Há sempre o outro lado. E, quando se olhar para os dois duelos, vir-se-á: o jogo do Dragão foi equilibrado, o de França também. A beleza do golo de Pepê, a empatar o jogo desta quinta-feira, foi contraponto de uma entrada em falso dos azuis e brancos. Os gauleses tiveram bola e controlo durante um grande período inicial e o golo de Dembélé foi a sentença dada a uma distração da defensiva portista. No maior erro caiu o golo e, muito provavelmente, a eliminatória.

As «segunda linhas» portistas – Galeno estreou-se a titular – começaram por dar uma resposta, Pepê marcou o tal golaço e o 1-1 no marcador era reflexo exato do que fora o jogo.

O primeiro tempo acabou a pedir Vitinha, portanto. O fim de semana com o Boavista também. O FC Porto jogou nesta dicotomia. A Europa e o Bessa eram ideias opostas e só uma podia prevalecer. Ganhou o dérbi ao intervalo, como ganhara no início.

Já o FC Porto perdia Bruno Costa e com Eustáquio com amarelo, foi Uribe quem veio a campo também. A sensação final é sempre a que prevalece, mas a verdade é que o dragão não conseguiu causar ocasiões até aos 78 minutos: e essa chegou num pontapé de Pepe, de fora da área (!). O Lyon refreou-se, foi organizado e Conceição teve mesmo de abdicar do descanso de Vitinha e lançou o criativo em campo, onde já estavam Taremi e Evanilson.

No fundo, foi dar à equipa a capacidade ofensiva que se sabe que ela pode ter. E devia ter tido, não fosse o aviso físico que a primeira mão deu e que baralhou as contas ao treinador. No final, o jogo partiu-se, e tal como Vitinha esteve perto do 2-1 – aí uns dois metros – também o Lyon podia ter vencido. Não o fez, como nunca fez frente ao FC Porto em França. Desta vez, não precisou, porque o dragão deu meia-volta e veio embora, a pensar no dérbi de domingo. 

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