Supremo rejeita recurso de Pinto da Costa por críticas à arbitragem

30 nov 2021, 13:31
Pinto da Costa (foto FC Porto)
Pinto da Costa (foto FC Porto)

Presidente do FC Porto vai ter de cumprir 90 dias de suspensão e pagar multa de 11.480 euros

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O Supremo Tribunal Administrativo (STA) rejeitou um recurso de revista do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, contra a decisão que o condenou a 90 dias de suspensão e ao pagamento de 11.480 euros de multa.

Em causa estão declarações proferidas pelo presidente do FC Porto à comunicação social, nas quais critica o setor da arbitragem da I Liga, a 7 e 14 de maio de 2019.

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No acórdão, datado de 18 de novembro e consultado esta terça-feira pela Lusa, os juízes do STA decidiram não admitir revista perante a «aparente exatidão do acórdão recorrido, através de um discurso fundamentado e plausível, sobre matérias que já foram apreciadas por diversas vezes por este STA».

Em julho de 2019 o presidente do FC Porto foi suspenso por 90 dias e condenado ao pagamento de uma multa de 11.480 euros, por decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

O dirigente portista recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), que julgou, por maioria, o recurso procedente, revogando a decisão recorrida.

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Inconformada com a decisão, a FPF recorreu para o Tribunal Central Administrativo do Sul, que, em setembro de 2021, concedeu provimento ao recurso, revogando o acórdão do TAD e mantendo a decisão condenatória proferida no processo disciplinar nº 73-18/19.

O castigo a Pinto da Costa decorre de participações do Conselho de Arbitragem da FPF e da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) e devido a críticas do presidente dos dragões ao setor da arbitragem.

Em causa estão declarações de Pinto da Costa proferidas a 7 de maio de 2019, quando referiu no jornal O Jogo que «muitas vezes os adversários vestem de preto, andam com um apito na boca ou estão sentados em frente a ecrãs de televisão», e, a 14 de maio do mesmo ano, em entrevista ao mesmo jornal, quando atacou nomeações de árbitros.

«Depois do clássico, o campeonato decidiu-se em três sítios: Vila da Feira, Braga e Vila do Conde. São três jogos onde ainda gostava de saber quem, a partir daí, foi buscar os padres à sacristia», disse Pinto da Costa, em alusão a três jogos do Benfica.

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