Dragões voltaram a cuspir fogo em Barcelos três anos depois
Os dragões voltaram a cuspir fogo em Barcelos onde não venciam há duas épocas. Do frio veio o primeiro golo e do calor a confirmação do triunfo do FC Porto sobre o Gil Vicente, numa partida marcada pela lesão de Samu.
A formação azul e branca dominou todo o encontro e não permitiu muitas veleidades aos gilistas. Froholdt deu vantagem aos portistas no primeiro tempo e Pepê marcou o segundo a abrir a etapa complementar.
Perante um Estádio Cidade de Barcelos praticamente cheio (11.068 espetadores), Farioli conquistou a segunda vitória no campeonato e continua a animar as hostes portistas. Os gilistas pouco conseguiram fazer para contrariar o favoritismo dos dragões.
Froholdt mostrou frieza e deu vantagem
Ambos os treinadores optaram por fazer apenas uma alteração nos respetivos onzes em relação à jornada inaugural. Do lado portista, Francesco Farioli foi forçado a mexer devido à lesão de Martim Fernandes, entregando o lugar no corredor lateral a Zaidu, que regressa assim à titularidade. Já no Gil Vicente, César Peixoto também se viu obrigado a ajustar a equipa: a ausência de Bamba, igualmente por lesão, abriu espaço para a entrada de Zé Carlos no onze inicial.
Os dragões dominaram todo o primeiro encontro. Os galos entraram com as linhas muito juntas, mas não apresentou um bloco baixo. A pressão começava a meio do meio-campo dos portistas, que também não mostravam pressa em construir jogo. Os azuis e brancos esperavam pelo momento certo para entrar na defensiva local e, aí sim, acelerar o jogo, quase sempre pela esquerda.
Depois de algumas aproximações perigosas, o FC Porto acabou por chegar à vantagem de bola parada. Canto batido na esquerda, Froholdt a aparecer ao primeiro poste a saltar mais alto do que Pablo e a cabecear para golo. Festa azul e branca em Barcelos. A equipa de Farioli sentia que era o momento de aproveitar a fragilidade emocional dos galos e tentou chegar ao segundo. Samu e Pepê ficaram perto, mas ambos erraram o alvo.
O avançado espanhol acabaria por ser substituído ainda antes do descanso. Samu sprintou para pressionar a defensiva gilista e acabou por sentir uma picada no músculo. Saiu em lágrimas e Luuk de Jong entrou para o seu lugar.
O Gil Vicente só nos últimos cinco minutos é que conseguiu chegar com perigo à baliza contrária. Após livre, Buatu antecipou-se a Diogo Costa, mas Froholdt apareceu a cortar. Logo depois, Luís Esteves já no interior da área não conseguiu acertar na baliza. O intervalo chegou logo de seguida com os portistas a merecer a vantagem magra.
Pepê confirmou vitória
Os dragões entraram a cuspir fogo para a segunda parte e demoraram apenas dois minutos para ampliar a vantagem. Zaidu apareceu na área pela esquerda a cruzar para a entrada fulgurante de Pepê a atirar para golo. Boa jogada coletiva dos azuis e brancos que só parou nas redes.
Os azuis e brancos perceberam que era hora de controlar o jogo. Farioli foi fazendo substituições, tirando jogadores amarelados e mais desgastados. Deu ainda tempo para o aplauso da noite com a entrada de Rodrigo Mora, ovacionado pelos adeptos portistas. E o jovem prodígio dos dragões ainda teve uma excelente oportunidade, mas o remate cruzado saiu rente ao poste.
O Gil Vicente, por seu turno, não conseguia chegar com perigo à baliza portista. A exceção que confirmou a regra foi uma cabeçada de Pablo, em boa posição, que saiu ao lado. O apito final chegou com os adeptos azuis e brancos a pedir “o Porto campeão”.