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FC Porto-Tondela, 2-0 (crónica)

Samuel Santos , Estádio do Dragão, Porto
19 abr, 22:32

Da Galiza já se vislumbram os Aliados

Antes de reforçar a liderança, o FC Porto embateu numa muralha beirã, tão dura quanto a luta pela sobrevivência. Do banco, ao intervalo, saiu o arquiteto para a segunda vitória consecutiva no campeonato: Gabri Veiga. Natural da Porriño – na Galiza – o médio de 23 anos derrubou o sistema de Gonçalo Feio e deixou o FC Porto mais próximo do título.

Na noite deste domingo, Francesco Farioli promoveu nova revolução após a Liga Europa, mantendo Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek e Zaidu de início, e promovendo a titularidade de Rodrigo Mora.

Por sua vez, Gonçalo Feio apenas apostou em Tiago Manso e Medina, em detrimento de Bebeto e Hugo Félix. O Tondela apresentou-se no sistema de 5-4-1 na ficha de jogo, mas variou para 5-3-2 ou 3-4-3, consoante a toada do desafio.

Recorde a história deste encontro. Antes do apito inicial, os adeptos festejaram – e muito – a vitória do Benfica em Alvalade.

A festa nas bancadas contagiou os titulares de Farioli, sobretudo Rodrigo Mora e Pietuszewski, jovens que formaram sociedade e edificaram as primeiras investidas sobre a área do Tondela. Entre cantos, Alan Varela testou impulsão de Bernardo Fontes – amuleto do Tondela nesta difícil campanha.

Ainda assim, os beirões fortaleceram a organização defensiva no decorrer da primeira parte, afastando os sucessivos cruzamentos e fechando os caminhos pelo meio. Por isso, o FC Porto só voltou a beneficiar de uma clara oportunidade aos 38 minutos. Da direita para a esquerda – sempre à entrada da área – Pepê encontrou Rodrigo Mora e o remate do “baixinho” desviou em Hodge. Após intervenção do VAR, Cláudio Pereira assinalou penálti.

Depois de atirar à barra em Nottingham – num remate fora da área – Varela denunciou para que lado cobraria o penálti e fez um “passe” a Bernardo. Ainda que o tribunal do Dragão reagisse com aplausos, uma brisa de frustração soprou. Nada que o intervalo não resolvesse.

 

Para a etapa complementar, Farioli trocou Mora e Kiwior por Gabri Veiga e Pablo Rosario. Surpresa. O “menino” foi motor na primeira parte e esteve em bom plano, com combinações, remates, passes na profundidade e ajuda no momento defensivo. Mas a razão morava no caderno de Farioli.

Foram precisos três minutos para – após combinação à esquerda – Gabri Veiga desatar o nó. Servido por Gül, o espanhol atingiu o sexto golo na época, corroborando a escolha do “mister”.

 

Derrubada a muralha beirã, os líderes do campeonato remeteram o Tondela ao respetivo meio-campo e carregaram até atingirem a tranquilidade. Estavam decorridos 65 minutos quando, após ressalto promovido por Gül, Froholdt isolou-se, fletiu para a esquerda e atirou cruzado.

O dinamarquês assinou o oitavo golo na temporada, faturando pela segunda jornada consecutiva.

 

Entre trocas, Froholdt, Gabri Veiga e Bednarek obrigaram Bernardo Fontes a novos voos, enquanto Hugo Félix – saído do banco – assustou Diogo Costa.

À boleia da derrota do Sporting no dérbi, o FC Porto lidera com 79 pontos, sete de vantagem sobre os leões, que guardam um jogo em atraso – em casa, ante o Tondela. No calendário dos portistas segue-se a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, frente ao Sporting. Os dragões estão em desvantagem (1-0) e recebem o rival na quarta-feira (20h45).

No regresso ao campeonato, no domingo (18h), o FC Porto visita o Estrela da Amadora (15.º).

Quanto ao Tondela, não vence há seis jornadas e continua no 17.º e penúltimo lugar, com 21 pontos, a cinco do Casa Pia (16.º). Segue-se a receção ao Nacional (14.º), no sábado (15h30).

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