FC Porto-Boavista, 4-0 (destaques)
Dragão baptiza o seu novo príncipe
Figura: Nico González
Partidazo! O espanhol dominou o meio-campo, ditou ritmos, espalhou magia, enfim. Na ausência de Fábio Vieira, Nico foi quem ofereceu rasgo ao jogo e encontrou espaços onde estes não pareciam existir. Respira confiança, nota-se em cada ação. O internacional jovem espanhol «inventou» o 1-0 e marcou ele próprio o 2-0. Nico ainda fez o passe que o talento de Mora transformou em golo. O melhor em campo e a figura do jogo, indiscutivelmente.
Momento do jogo: Samu desbloqueia o dérbi da Invicta, minuto 31
Pese o maior domínio, o FC Porto apenas tinha criado uma boa oportunidade para marcar. Por isso, o passe teleguiado de Nico, a receção e a o passe rasteiro, tenso, à flor da relva de Martim para o toque certeiro e oportuno de Samu foram decisivos para a vitória portista frente ao Boavista. A partir daí, os azuis e brancos soltaram-se e construíram um triunfo folgado frente ao «vizinho» da cidade.
Outros destaques:
Rodrigo Mora: repetiu o brilharete que tinha feito em Moreira de Cónegos. Discreto na primeira metade, o jovem médio brilhou na segunda metade: começou por abrir o livro com uma assistência primorosa para Nico González e depois, assinou uma obra de arte com um remate de pé esquerdo ao ângulo da baliza de César. Só ao alcance dos predestinados, sublinhe-se. Mora é o novo príncipe do Dragão e tem um talento que faz jus ao estatuto.
César: evitou males maiores para os axadrezados. É certo que sai do Dragão com quatro golos sofridos, mas o guarda-redes evitou pelo menos um par de lances de golo iminente. É dos poucos que pode fazer o curto percurso do Dragão ao Bessa de cabeça erguida.
Samu: é factual que anotou dois golos, mas podia ter conseguido pelo menos outros tantos. Rápido e possante, o espanhol criou dificuldades em várias situações tanto fora como dentro de área e marcou dois golos à «ponta de lança». Leva 18 em todas as competições, 13 na Liga, números assinaláveis para a época de estreia.
Martim Fernandes: o lateral-direito destacou-se com uma assistência deliciosa para o golo inaugural de Samu. Irrepreensível defensivamente, Martim fartou-se de aproveitar o facto de Franco pisar terrenos mais interiores para dar largura na direita. Além da assistência para o 1-0, desperdiçou uma ocasião na cara de César e foi importante na manobra ofensiva portista.
