Treinador do FC Porto fala da forma de jogar e da «capacidade de adaptação» a cada adversário e ainda sobre Rodrigo Mora e Gabri Veiga
O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, antecipou, em conferência de imprensa ao início da tarde deste sábado, a deslocação a Famalicão, para o jogo da 11.ª jornada da Liga, marcado para as 18 horas de domingo:
Se há risco de a equipa perder algo da identidade do início da época:
«O que nós queremos é muito claro: ser dominantes com bola, jogar no meio-campo contrário, agressivos em bola, pressionar alto, somos primeiros nas estatísticas sobre intensidade e agressividade do ponto de vista defensivo. Depois, durante o jogo, pode haver diferentes cenários e, na minha opinião, uma grande equipa tem de ter a capacidade e humildade para mudar a roupa de acordo com o jogo que vamos enfrentar. Por exemplo, com o Sp. Braga, recuperámos cinco ou seis bolas em que se tivéssemos capacidade de transformar com mais eficiência, podiam levar-nos a marcar dois ou três golos. E a dado ponto, pela coragem e pela forma de jogar dele, forçaram-nos a defender mais baixo. Mas mesmo defendendo mais baixo, senti 11 jogadores com humildade, espírito de luta, ADN FC Porto e a palavra identidade a mim soa-me um pouco rígida. Na minha opinião, precisamos de uma flexibilidade que nos ajude a ser camaleónicos de acordo com o tipo de jogo. E não é falta de identidade, é capacidade de adaptação.»
Se Mora e Veiga podem em algum momento combinar no meio-campo
«Pode ser, é um cenário. Penso que o nosso meio-campo é adaptável, o Pablo é um seis que pode jogar a oito, o Eustáquio o contrário, o Rodrigo talvez seja o jogador mais n.º 10, o Gabri é um oito ou dez, de acordo com o que se queira dar ao jogo. Pode ser também uma possibilidade, mas uma das prioridades é ter equilíbrio na equipa e é o que procuramos.»